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Atualizado em 10/02/2019

Taboca aumentará exploração em Pitinga com R$ 740 milhões e 3 mil empregos

Órgãos ambientais e de controle do Estado fiscalizaram barragens da mineradora no AM

Taboca aumentará exploração em Pitinga com R$ 740 milhões e 3 mil empregos Órgãos ambientais e de controle do Estado fiscalizaram barragens da Mineração Taboca no AM ( Ricardo Oliveira/Sema)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - A Mineração Taboca pretende instalar na mina do Pitinga ( a 307 quilômetros de Manaus), no município de Presidente Figueiredo, uma nova fábrica para o processamento do estanho que extrai na região. De acordo com o planejamento da mineradora, a nova planta terá investimento inicial de US$ 200 milhões (R$ 740 milhões, na cotação de hoje) e abertura de 3 mil postos de trabalho direto. 

 

A informação é do deputado Sinésio Campos(PT) que preside a Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

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Nove barragens instaladas na Vila de Pitinga foram vistoriadas por equipes técnicas do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e por uma comitiva composta pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e órgãos de controle do Amazonas. A Mineração Taboca possui em sua estrutura oito barragens de mineração e uma para a hidrelétrica que produz energia para a operação da empresa. A fiscalização durou quatro dias, finalizando neste sábado (9). O deputado integrava a comissão de fiscalização.

 

Além das barragens, o órgão estadual vistoriou também outras atividades realizadas na Mineração Taboca que exigem licença ambiental.

SAIBA MAIS ________

A Mina de Pitinga foi implantada em 1982 em uma área que a cerca de 4h de carro do centro de Presidente Figueiredo (município a 117 quilômetros de Manaus). Trabalham atualmente no local cerca de 2 mil funcionários, entre próprios e terceirizados. A Mineração Taboca, responsável pela atividade mineradora na região, é atualmente a maior produtora de estanho do país e a maior produtora mundial de ligas de tântalo. As minas da região tem vida útil estimada em mais de 40 anos.

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O Ipaam informou que as atividades vistoriadas foram relacionadas ao processos de rocha-sã, britagem, moagem, metalurgia, o plano de recuperação de áreas degradadas em áreas que não são mais lavradas e análise de efluentes. A fiscalização também analisou a documentação apresentada pela empresa. As informações deverão constar em relatório que será elaborado pelo Ipaam.

 

A mineradora assegura que não há populações vivendo nas áreas abaixo das barragens e que, em caso de rompimento, os rejeitos também não atingiriam as dependências da empresa nos quais ficam os funcionários.

 

"Todas as barragens convergem para a floresta e existem zonas de amortecimento que conteriam um eventual vazamento ou ruptura. Com isso, nenhuma população adjacente seria atingida", garantiu o gerente Executivo de Sustentabilidade da Mineração Taboca, engenheiro Newton Viguetti Filho.

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Exploração mineral

Hoje, o beneficiamento do mineral encontrado no município é levado do estado do Amazonas para São Paulo, onde é transformado em insumos para a indústria eletroeletrônica onde gera empregos.

 

De acordo com Sinésio, apesar de Presidente Figueiredo possuir uma usina hidrelétrica, Balbina, e a mineradora ter sua geração elétrica, a partir de represa própria (Pitinga), a base de exploração mineral, hoje, já enfrenta dificuldades.

 

“Vamos colocar o tema em pauta na ALE/AM. Há muito venho mostrando que a mineração é um potencial de matriz econômica, mas só agora o Amazonas se dá conta da necessidade”, disse o deputado, que vai solicitar o rebaixamento do linhão de Tucuruí até Presidente Figueiredo.  

 

Sinésio quer que os diretores da Taboca possam ir a ALEAM mostrar o projeto, de implantação da nova fábrica e as condições de segurança das barragens da mina, aos deputados na ALE/AM.

 

Acesso a relatórios nacionais - O secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, afirmou que incluiu como pauta na Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) a necessidade de melhorar o fluxo de acesso a relatórios emitidos por agências nacionais sobre barragens, tendo em vista que as estruturas usadas para mineração e hidrelétrica são classificada por órgãos federais.

 

Participaram da visita técnica, o diretor-presidente do (Ipaam), Juliano Valente; o secretário de Estado de Meio Ambiente (Sema), Eduardo Taveira; o procurador do Estado, Daniel Viegas; a procuradora-geral de Justiça do Amazonas Leda Mara Albuquerque e os promotores de Justiça Paulo Stélio Sabbá Guimarães e Francisco Argueles, do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM); o procurador de contas Ruy Marcelo Alencar, do Ministério Público de Contas; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Júlio Pinheiro; o diretor de mineração, óleo e gás da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Renato Bonadiman; o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Afonso Lins e o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Vanylton Santos.

FOTOS:  Ricardo Oliveira/Sema e Assessoria do deputado Sinésio Campos 

Sobe Catracas

ALFREDO MENEZES, coronel reformado do Exército

Assumiu a superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), nomeado pelo presidente Bolsonaro

Desce Catracas

DOCA ALBUQUERQUE, prefeito de Terra Santa

Justiça Eleitoral cassou (primeira instância) mandato dele de prefeito por abuso de poder econômico nas Eleições de 2016