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Atualizado em 07/02/2019

Vale soube de problemas em sensores dois dias antes do rompimento

Engenheiro que assinou laudo de estabilidade disse, em troca de e-mails, ter sido pressionado

Vale soube de problemas em sensores dois dias antes do rompimento Até esta quarta-feira (6), a Defesa Civil confirmou 150 mortos e 182 desaparecidos. Foto: Reprodução

Dois dias antes do rompimento da barragem de Brumadinho (MG), a Vale já havia identificado problemas nos dados de sensores responsáveis por monitorar a estrutura. Segundo reportagem da TV Globo, isso é o que mostra uma troca de e-mails entre profissionais da Vale e duas empresas ligadas à segurança da barragem.

 

Os e-mails foram identificados pela Polícia Federal, e a Globo teve acesso aos depoimentos prestados por André Jum Yassuda e Makoto Namba, dois engenheiros da empresa TÜV SÜD, responsáveis por laudos de estabilidade da barragem. Os advogados deles disseram que não vão comentar.

 

No depoimento, o engenheiro Makoto Namba relatou uma reunião com funcionários da Vale sobre o laudo de estabilidade assinado por ele. Namba disse que um funcionário da Vale chamado Alexandre Campanha perguntou a ele: “A TÜV SÜD vai assinar ou não a declaração de estabilidade?”.

 

Segundo ele, “apesar de ter dado esta resposta para Alexandre Campanha, o declarante sentiu a frase proferida pelo mesmo e descrita neste termo como uma maneira de pressionar o declarante e a TÜV SÜD a assinar a declaração de condição de estabilidade sob o risco de perderem o contrato”.

 

Nesta terça (5), o Superior Tribunal de Justiça determinou que eles fossem libertados.

 

Até esta quarta-feira (6), a Defesa Civil confirmou 150 mortos e 182 desaparecidos. // NOTÍCIAS AO MINUTO

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