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Atualizado em 18/01/2019

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #Mutirão de cidadania

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #Mutirão de cidadania

Em agosto a Campanha Nota Fiscal Amazonense completou três anos. Hoje colhemos os frutos de mais de 285 mil cidadãos cadastrados, mais de 25 mil prêmios sorteados e 87 milhões de notas emitidas com o CPF. O número de estabelecimentos emitindo a nota saltou de 6.500 para 24 mil empresas.

 

Temos outros fatores influenciadores desses dados positivos, mas chamar a população pra ser parceira e gerar nela o hábito de pedir a nota fiscal nas suas compras e serviços foi fundamental para fazer acordar algo que estava adormecido, que é a prática cidadã em participar da rotina do nosso estado.

 

Fica estranho saber que em outros países o cidadão sequer pede a nota. No Chile, por exemplo, ao comprar um picolé a pessoa já recebe automaticamente a boleta (a nota deles). E sem pedir. Já é um hábito cumprir com as suas obrigações fiscais.

 

Mas em época de redes sociais e de inversão de valores, o que é certo acaba sendo disseminado como errado. As próprias postagens, muitas vezes, não ajudam nesse verdadeiro mutirão de cidadania que tem vários pontos positivos, tais como o aumento da arrecadação, o aumento do número de notas emitidas e a consequente regularização das empresas, bem como a possibilidade de ganhar prêmios e de ajudar as entidades sociais que tanto fazem pelos mais necessitados. E por tabela, combatemos a sonegação, tão danosa para o país.

 

O problema é que muitas pessoas nunca falam quando são beneficiadas, mas pra falar mal é uma facilidade imensa. Nada mais justo seria que as pessoas que já ganharam postassem de forma positiva que a coisa é séria e transparente. Por outro lado, as entidades sociais deveriam falar mais sobre o assunto nas suas reuniões com a comunidade.

 

Vou além, as entidades deveriam fazer rotineiramente mutirões de cadastramento de novos participantes na Campanha, trazendo também os seus familiares e amigos. Com isso teriam mais indicações no ato da inscrição, e mais possibilidades de serem sorteadas.

 

Se é um mutirão de cidadania, é hora de darmos as mãos, independente de classe social ou categoria funcional. Quantos professores, policiais, juízes, promotores, médicos, estagiários e terceirizados existem no Amazonas? Quantos alunos da Seduc, Semed, Ufam, e UEA existem? Pois é! Se cada um fizer a sua parte pedindo a nota certamente não teremos problemas com a arrecadação.

 

É errado pensar que isso é problema só da Sefaz, quando na verdade é dever de todas as repartições públicas, dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. É ruim ver um prefeito não pedir a nota, já que 25% do ICMS são rateados entre todos os municípios do estado. Não é bom ver um juiz ou um deputado almoçar ou jantar e não pedir a nota, porque recebem os repasses constitucionais mensalmente.

 

Voltamos ao exemplo do Chile, pequeno país diante do Brasil, mas gigante em cidadania.  Temos muitas conquistas em Copas e muitas medalhas olímpicas, mas perdemos de goleada no quesito cidadania. E isso não é bom.

 

Enfim, é a hora da virada. É hora de termos as redes sociais ao lado do povo, divulgando coisas boas e construtivas, passando ao largo de boatos e calúnias. É hora de a sociedade fortalecer mais as iniciativas e projetos que objetivam o bem-estar da coletividade e rejeitar ações que só trazem prejuízos à nação

*Auditor fiscal e professor

Sobe Catracas

ALFREDO MENEZES, coronel reformado do Exército

Assumiu a superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), nomeado pelo presidente Bolsonaro

Desce Catracas

DOCA ALBUQUERQUE, prefeito de Terra Santa

Justiça Eleitoral cassou (primeira instância) mandato dele de prefeito por abuso de poder econômico nas Eleições de 2016