Quarta, 08 de julho de 2020

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Atualizado em 08/03/2016

LEÃO AZULAY #Insônia e Empregos

LEÃO AZULAY #Insônia e Empregos

Nos últimos dias curti minha insônia de estimação com especulações sobre a cidade, que em vez de atrai o sono, afastaram-no e ficaram remoendo soluções e caminhos em minha mente sobre nossa querida cidade.

 

Implantou-se em minha madrugada uma pergunta, que é sem duvida a de qualquer parintinenses que pensam essa cidade, e seus inúmeros problemas.

 

Quando e onde nos desviamos do caminho da criação de empregos em Parintins? De repente me veio à revelação, que já deve ter acometido muitos parintinenses de minha geração que vivem aqui ou fora daqui; a cidade nunca foi capaz de alavancar e solucionar esse problema tão grave; o desemprego, a falta de esperanças profissionais aos filhos da terra.

 

Nossas prioridades passaram ao longo dos anos a serem todas econômicas: asfaltar ruas, tapar buracos, etc, etc, etc. Mas a criação de empregos sempre de fora.

O Grande Arquiteto do Universo é testemunha que nada tenho contra a politica e os políticos. Tivemos bons e maus prefeitos. Cada um deles uma ilha isolada, às vezes com ganhos transitórios ou fracassos retardadores.

 

No fundo, nada de criação de emprego; indústrias principalmente. Hoje envolvido com minha atividade de construção civil, vejo que é a maior geração de empregos no município. Bumbódromo e outras obras.

 

Restou na minha insônia um grito desesperado; o que fazer? Agora com a vantagem da tecnologia ao nosso lado, das inúmeras vantagens que o mundo moderno oferece, a base que a cidade já possui, meu grito em minha consciência ecoava fundo, madrugada afora.

 

Quando eu passava lá pelas 2 da manhã em frente à Cooperativa perto do Colégio do Carmo e como que, olhando em uma grande tela imaginaria, em minha frente um grande número de pessoas trabalhando na secagem da juta, andava mais um pouco e encontrava os armazéns abarrotados de castanha do Pará, cumaru e outras riquezas que a região produzia. Isso sem mencionar a madeira.

 

Mais uns metros e o porto movimentado com produtos, os grandes regatões. Produtos, não gente. Eram empregos que no mínimo ajudavam na criação daqueles que hoje são médicos, engenheiros, advogados e economistas, que iam a capital estudar com o dinheiro obtido pelos seus pais nos empregos que a cidade gerava.

 

Hoje tudo desapareceu, e pelo jeito esse tema ainda há de acompanhar minha insônia, por muitas noites. Há soluções. É só querermos, e vocês sabem, que o querer é tudo.

*O autor é Publicitário ( [email protected] )

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