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Atualizado em 30/12/2018

Orsine Jr faz Réveillons, com R$ 5,9 milhões, em 12 cidades e deixa Parintins fora

Gastos da Amazonastur, no último dia do governo Amazonino, chamam a atenção dos órgãos de controle do Estado

Orsine Jr faz Réveillons, com R$ 5,9 milhões, em 12 cidades e deixa Parintins fora Orsine Jr, presidente da Amazonastur

 

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - É escancarada a ‘farra com o dinheiro público’ nos últimos dias da gestão do presidente da Empresa Amazonense de Turismo, Orsine Rufino Jr. O presidente aproveita os últimos dias que restam do governo Amazonino, para gastar quase R$ 6 milhões com contratações de cantores para Réveillons em 12 cidades do interior do Estado. As cidades são Autazes, Barcelos, Carauari, Careiro Castanho, Coari, Guajará, Novo Aripuanã, Rio Preto da Eva, Santa Izabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira , Tabatinga e Urucurituba.

 

Os gastos ocorrem quando Amazonino demite quatro mil comissionados e o futuro governador Wilson Lima prega um governo de austeridade, diante das incertezas do governo Bolsonaro com a hoje frágil Zona Franca de Manaus.

 

Mas, Orsine Rufino Jr, não quis saber de nada disso. Com base na Lei 13303, em seu artigo 27, a Amazonastur justifica que o convênio feito com a Oscip  (Associação de Desenvolvimento Cultural Toy Badé) é de interesse coletivo.  

 

O presidente da Amazonastur só não explica o critério usado para escolher 12 cidades do interior, para financiar esses Réveillons, e deixar a Parintins, a cidade mais importante do interior de fora, por exemplo. É uma retaliação aos parintinenses que votaram em Wilson, para o governo.   

 

O convênio com a Toy Badé foi feito justamente depois que o Tribunal de Contas do Estado emitiu recomendação aos prefeitos de não fazerem gastos com festas, até que os serviços de saúde, social e educação estivessem funcionamento em sua plenitude.

 

Orsine Jr entra para realizar esses shows milionários como se o governo do Estado também não tivesse a responsabilidade de tocar o funcionamento desses serviços essenciais, que funcionam capenga, nesses municípios.

 

Diante desta ‘movimentação suspeita’ o caso requer a atenção da presidente do TCE, Yara Lins e da procuradora geral do Estado, Leda Mara Albuquerque.

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