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Atualizado em 26/12/2018

Amazonino Mendes deseja que Wilson Lima faça um bom governo

Governador concedeu última entrevista como chefe do Executivo Estadual

Amazonino Mendes deseja que Wilson Lima faça um bom governo A entrevista de Amazonino Mendes foi concedida ao radialista Waldir Corrêa, da Rádio Difusora FM. (Foto: Divulgação)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Em sua última entrevista como governador do Estado, Amazonino Mendes afirmou, nesta quarta-feira (26/12), que entrega uma “máquina azeitada” para o futuro chefe do Executivo Estadual, Wilson Lima, administrar, além de reafirmar que não irá questionar na justiça o resultado do pleito de outubro de 2018. A entrevista foi concedida ao radialista Waldir Corrêa, da Rádio Difusora FM.

 

“O Estado está bem melhor. Quando nós falávamos em arrumar a máquina, acho que ela está razoavelmente azeitada. Nós não temos mais aqueles vícios, foram contornados, extirpados. As coisas estão andando normalmente. Há muitas obras. O Estado não via obras há anos”, destacou o governador.

 

“O novo governo pode planejar com calma. Eu não tinha tempo nem de planejar, eu tinha que planejar e executar ao mesmo tempo, quer dizer, eu não tive tempo de maturar o planejamento. Eu tinha que bater o escanteio e cabecear para fazer o gol”, completou Amazonino.

 

Questionado se iria recorrer da eleição que elegeu Wilson Lima o novo governador do Estado, Amazonino Mendes rechaçou qualquer intenção nesse sentido. “Espero que o novo governador se sinta mais à vontade. É justo, ele brigou, ele lutou para ganhar a eleição. O povo elegeu, abençoou, ele tá ungido, é direito dele governar”, declarou.

 

“Eu não movi uma palha sequer para o tal do terceiro turno, não suporto essa história. Tem que respeitar e acabou. Eu não contratei nenhum advogado e nem quero saber disso. Agora chegou a vez dele. O jogo acabou. Ele é o governador. Agora é uma relação dele com o povo. Ele é o nosso governador, o meu governador, o seu governador. A decisão do povo é a democracia, é a nossa consciência, acabou, respeita-se”, afirmou.

 

Balanço

Durante a última entrevista concedida a um veículo de comunicação, Amazonino Mendes aproveitou para fazer um balanço das ações do seu governo nas áreas da Saúde, Segurança e Educação. Na Saúde, ele destacou que encontrou um déficit de R$1,2 bilhão quando assumiu, em outubro de 2017, e deixa para o futuro governo um déficit na casa dos R$ 500 milhões.

 

Na área da Segurança, Amazonino Mendes reforçou a iniciativa do Governo do Amazonas de contratar a consultoria do ex-prefeito de Nova York (EUA), Rudolph Giuliani, conhecido mundialmente pelo programa “Tolerância Zero”, implantado em Nova York quando era prefeito e que reduziu o índice de criminalidade em mais de 60%, entre 1994 e 2002. O ex-prefeito também implantou medidas de sucesso no combate à violência na Colômbia, Guatemala, Canadá, El Salvador e Honduras. 

 

Amazonino Mendes disse estar feliz de ter recebido a notícia de que o futuro governador dará continuidade à implantação do referido programa de segurança pública no estado, lembrando ainda que a consultora internacional também já despertou o interesse do futuro presidente da República, Jair Bolsonaro.

 

“Isso está encaminhado, porque soube que o novo Governo do Estado do Amazonas também aceitou continuar o contrato com o Giuliani, numa medida correta, certa. Eu aplaudo a decisão do novo governador, inteligente, é positivo para nós. Para mim, a questão da segurança se resume a isso: a melhor forma de combater a violência. O resto é conversa fiada, é ‘chover no molhado’”, afirmou Amazonino.

 

Futura biografia

O governador reafirmou que não disputará mais cargos públicos, mas não deixará de ser político. “A chuteira está pendurada. Aqui o Negão não entra mais em campo. Eu tenho dito que nasci político, vou morrer político. Obviamente não me negarei a ser parceiro, preceptor, companheiro, pessoa que divida alternativas na busca por soluções de problemas, sobretudo com a alma aberta para a juventude. Eu sempre quis fazer preleções, conferências. O que eu puder fazer para ajudar e transmitir o que aprendi durante a vida. Sou um homem voltado para o coletivo, eu nasci assim, vou morrer assim. Oxalá possa eu ser útil ainda”, afirmou o governador.   

     

Questionado se vai escrever sua biografia, o governador afirmou que não descarta essa possibilidade. “Muita gente insiste, eu ainda estou decidindo, tenho alguns óbices. O livro seria sobre a minha vida, mas eu tenho certa recalcitrância porque eu acho que muita gente não vai gostar do que eu vou escrever. Para sonegar informação, não falar o que devo falar, eu prefiro não fazer. Então, estou nesse impasse: escrevo ou não escrevo? Estou decidindo”, disse.  

  

Conquista e agradecimento

O governador finalizou a entrevista destacando o pagamento em dia do funcionalismo público estadual, além de agradecer o povo do Amazonas pelos quatro mandatos de governador, três de prefeito de Manaus e de Senador da República. “Estou feliz de ter pago o 13º salário agora dia 14, dia 28 vou pagar o salário de dezembro, um dos poucos estados da federação que conseguiu fazer isso”, lembrou.

 

“Estou muito em paz, tranquilo. Olho para trás, vejo o meu legado, sou muito grato ao povo, que me deu tantas honrarias, tantas oportunidades de produzir, trabalhar e fazer coisas que enaltecem a minha vida. Repito: deixo o governo com a cabeça erguida, com aquela sensação gostosa de dever cumprido. Minha eterna gratidão ao maravilhoso povo amazonense, que foi tão generoso comigo, foi bom demais comigo. Pela minha convicção como homem que respeita a Constituição, quero desejar ao Wilson Lima um grande governo, que Deus lhe dê a inspiração, a força, para o bem de nós todos”, finalizou o governador Amazonino Mendes.

 

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