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Atualizado em 06/12/2018

Mourão defende nova carteira de trabalho sem encargos previdenciários

O vice-presidente eleito considera uma "grande ideia" a nova carteira que é promessa de Bolsonaro

Mourão defende nova carteira de trabalho sem encargos previdenciários Vice-presidente, general Hamilton Mourão (Foto: Reprodução)

Por Marcos de Moura e Souza | Valor Econômico

BELO HORIZONTE - Promessa de campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a criação de uma nova carteira de trabalho - pela qual o empregador não recolheria encargos previdenciários - é considera como a "grande ideia" da futura gestão para destravar o mercado de trabalho, disse nesta quarta-feira (5/12) o vice-presidente eleito, o general Hamilton Mourão (PRTB).

 

A ideia, no entanto, tem pontos em aberto que o próprio Mourão afirmou ainda não saber ainda como responder.


A proposta é dar ao trabalhador a opção de receber um salário maior, desde que ele aceite que o empregador não recolha os encargos previdenciários para a aposentadoria dos funcionários. Nesse caso, os próprios trabalhadores se encarregariam de investir em um fundo de capitalização que acharem melhor para garantir uma renda no futuro.


Esse modelo de contratação foi apelidado pelo grupo do presidente eleito como "carteira de trabalho verde amarela" e foi fortemente criticado por opositores de Bolsonaro, como uma medida de redução de direitos. "Essa é a grande ideia, a grande tônica", disse Mourão hoje, durante palestra para empresários e executivos em Belo Horizonte.



"Minha visão é clara: a pessoa tem que optar por ter total liberdade na chamada carteira verde amarela", disse. "Ou, então, eu quero que o Estado seja meu padrinho, e ganho menos". 


Mas Mourão indicou que não há ainda uma resposta pronta na futura equipe de governo sobre como evitar que empresas só venham a querer contratar funcionários com a que seria a nova carteira de trabalho. "É algo que terá de ser discutido. É uma situação delicada. Agora, temos que romper essa amarra".


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