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Atualizado em 06/12/2018

Diretor da EMTT/Parintins criticado por grosserias e agressão no trânsito

Cerdeira é acusado na Justiça de agredir rapaz que se negou entregar chave da moto

Diretor da EMTT/Parintins criticado por grosserias e agressão no trânsito Diretor da Empresa Municipal de Trânsito e Transportes de Parintins (EMTT), o militar da reserva, Álvaro Cerdeira. (Foto: Divulgação)

DEAMAZÔNIA PARINTINS, AM - Não é de hoje que chovem denúncias de truculência contra o diretor da Empresa Municipal de Trânsito e Transportes de Parintins (EMTT), o militar da reserva, Álvaro Cerdeira.

 

Além das motos apreendidas, e de grosserias nas abordagens do trânsito, os donos desses veículos são ainda convocados a assistirem uma palestra para pegarem “um ralho” de Cerdeira.

 

Denúncia de abuso de autoridade contra o diretor da EMTT também chegou à polícia. O jovem Jordan Lucas registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia contra Álvaro Cerdeira e o acusa de desferir um soco no rosto dele, depois que o rapaz negou-se a lhe entregar a chave de sua moto.

 

O fato aconteceu no dia 28 de junho, dia da festa dos visitantes, deste ano. O processo agora tramita na Justiça.  

 

“Eu estava dentro do Parintins Drinks, minha moto estava parada e eu estava sem capacete. Quando apareceu ele (Cerdeira) e queria que eu lhe desse a chave da minha moto e eu recusei. Foi aí que ele me deu um soco e mais duas pessoas me agarraram e me jogaram no chão e ainda me bateram”, afirmou ao DeAMAZÔNIA.

 

O OUTRO LADO

Cerdeira nega a agressão a Lucas. O diretor do trânsito disse que não tocou no rapaz.

 

“Isso é conversa fiada, é mentira. Esse rapaz é um esticado. Eu nem toquei nele. Ele começou com grosseria. Aí dos PMs de Manaus viram a alteração dele, o jogaram no chão e deram uma lambada nele. Mas eu não toquei nele. Tenho 500 testemunhas”, refutou Álvaro Cerdeira.

 

O diretor da EMTT falou ainda que não procedem as reclamações de que ele e alguns guardas destratam condutores de motocicletas apreendidas, nas operações. “É tudo mentira, tudo conversa fiada, de pilantra. Nós não aplicamos multa. Cobramos apenas o guincho e parqueamento. Nosso trabalho é sério, tem o apoio do Ministério Público”, contestou.

 

O Ministério Público expediu apenas uma recomendação especifica de orientação sobre condutores que levavam crianças na parte da frente das motos.

 

RECURSOS  

Especialistas de trânsito ouvidos pelo DeAMAZÔNIA também questionam as operações de trânsito. “É preciso que se tenha uma Junta Administrativa de Recursos de Infrações, a JARI,  na EMTT, para que as pessoas com motos apreendidas, possam reclamar se sentirem-se prejudicadas nas abordagens das operações de trânsito”, disseram.

 

VEJA O RELATO DA FAMÍLIA DE LUCAS SOBRE A AGRESSÃO

 

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