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Atualizado em 11/07/2018

‘Governo devia indenizar família do soldado Portilho’, diz Alessandra

Governo do Estado cobra de família de policial militar, morto por traficante, indenização de pagamento de moto que ele usava no trabalho

‘Governo devia indenizar família do soldado Portilho’, diz Alessandra Alessandra Campêlo

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Em tom de indignação, a deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB) manifestou seu repúdio à decisão do Governo de cobrar da família do soldado Paulo Sérgio Portilho o ressarcimento dos valores de uma motocicleta e de um celular utilizados pelo PM no dia em que o mesmo foi assassinado brutalmente ano passado.

 

“É um absurdo agora a Polícia Militar cobrar da família esses valores. Eles não deram nem a indenização, o Governo tem é que pagar, indenizar essa família porque ele foi morto por ser policial e existe uma lei que define isso. Como é que agora o Governo quer cobrar que a família enlutada, que já chora a morte brutal de seu ente querido, venha a pagar a uma moto usada e um telefone velho?”, questionou a deputada.

 

O policial foi torturado antes de ser assassinado por traficantes em junho do ano passado na invasão Buritizal Verde, na Zona Norte de Manaus. A imprensa noticiou no final da semana passada que o Comando da PM instaurou sindicância para apurar o extravio do material do Estado que estava sob responsabilidade dele. A conclusão publicada no Boletim Geral da corporação, de acordo com a deputada, foi a cobrança do valor da moto e do celular da família do PM.

 

A parlamentar considerou uma “atitude mesquinha” do Comando da PM a cobrança, enquanto a família espera desde o ano passado o pagamento da indenização ao qual o policial tem direito.

 

“O Governo tem que criar vergonha e indenizar essa família, isso sim, me desculpem pela emoção nesse discurso, mas é porque realmente eu estou indignada. Tenho certeza que todos que estão nos escutando estão indignados do Governo querer que a família dê conta de uma moto e um celular que foram roubados por bandidos”, concluiu Alessandra.

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