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Atualizado em 27/05/2018

CARLOS COSTA #De repente 58 anos...

CARLOS COSTA #De repente 58 anos...

Completei 58 anos...e nem notei... já ultrapassei o Cabo da Boa Esperança e caminho rápido ao encontro da morte. Essa  é a única coisa certa que a vida nos permite ter. Sem visão periférica, não tive tempo ou paciência para ver o tempo correndo e me ultrapassando, enquanto caminhava lento, desde 2006.  

 

Não tive coragem, força ou resistência física para ultrapassá-lo. F ato esse que poderia ser compreendido pelos juízes da vida como uma trapaça! Comemorei com poucos amigos, em uma festa surpresa organizada por minha esposa Yara Queiroz, com a neta Ana Carolina, filho e amigos, acompanhado pelo violonista Fabrício a quem pedi a músicas soladas no vilão quase mágico de Dilermando Reis e músicas da dupla amazonense Candinho & Inês, seus pais.  Contudo, o tempo não aceita rebobinamento, como se fazia com antigas fitas de músicas K-7 ou em fitas VHS, com uma caneta ao centro para facilitar o processo; não viverei as memórias do passado, para se ouvir ou ver de novo! Só as lembranças vividas, voltam.

 

Logo cedo, com o amigo Eduardo Silva, radialista da Rádio Difusora, disse-lhe que a maior sabedoria da vida é a surpresa da morte! Por isso, nunca deixe para "fazer amanhã", ele pode não vir. Seu amanhã é sempre o agora, o hoje! Como só as recordações voltam. Em meus 58 anos de vida, me vi entrando e tomando vários banhos em A NOTICIA e os colegas dizendo que continuavam sentindo cheiro de “CC”, até que entendi que eram das letras iniciais meu nome "Carlos Costa"...Foi divertida a descoberta e motivo de risos na redação. Ah, se o tempo voltasse, diria que vi as máquinas do extinto Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas –DER-Am, entrando para abrir a Avenida Costa e Silva, hoje chamada apena de Silves. que corta a cidade do bairro da Aparecida à Rotatória “Francisco Pereira da Silva” que leva ao Distrito Industrial de Manaus. Na adolescência, olhando pela porta das lembranças na Avenida Adalberto Vale, observava a algazarra que os lanceiros dos bumbás "Corre-Campo", "Tira Prosa" e "Malhadinho" e vários outros, entrando no mato do bairro da Betânia, para serem encontrados, para lhe cortarem a língua, porque seria o desejo da “sinhazinha” grávida na fazenda.  Não me arrependo de nada queria apenas que DEUS me permitisse viver um pouco mais para completar meus 59 anos!

 

Não sei se estarei vivo para completar meus 59 anos! É o lado misterioso da vida:  o mistério de não se saber de nada sobre o amanhã! Porém, não posso deixar de mencionar o e-mail do octogenário e sensível escritor compulsivo RJ, Paulo Rego que, desejando-me feliz aniversário. Só não sei se completarei 58 anos de vida, para ler seu novo e-email nos seus 89 anos, que também se completará no ano de 2019.

 

Esse é o grande mistério da vida: não sabermos nada sobre o futuro dela! 

*O autor é Jornalista

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