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Atualizado em 11/01/2018

Quadrilha transferia altas dívidas de energia aos mais pobres; prejuízo é de R$ 30 milhões

No esquema, débitos de grandes unidades consumidoras eram rateados para contas da população de baixa renda do Viver Melhor e Conjunto Cidadão

Quadrilha transferia altas dívidas de energia aos mais pobres; prejuízo é de R$ 30 milhões A fraude, desarticulada pela Polícia Civil durante a Operaçao “Luz para Poucos” - Fotos: Jander Robson

MANAUS, AM - Vinte e uma pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (11), em Manaus, como parte de uma quadrilha que atuava clandestinamente realizando uma espécie de “gato” em medidores de energia de grandes empresas na capital. A fraude, desarticulada pela Polícia Civil durante a Operaçao “Luz para Poucos”, deu prejuízo de R$ 30 milhões, segundo a Eletrobras Amazonas Energia.

 

Foram cumpridos mandados de prisão expedidos pela 5ª Vara Criminal, pelos crimes de estelionato, peculato, corrupção ativa e passiva e falsificação de documentos. As prisões foram coordenadas por equipes da Delegacia Especializada em Combate ao Furto de Energia, Água e Serviços de Telecomunicações (DECFS) e pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram há dez meses, quando a diretoria comercial da Eletrobras Amazonas Energia procurou a DEFCS. “Eles relataram uma série de práticas que não estavam dentro dos padrões da empresa, gerando prejuízos à mesma”, explicou o delegado Felipe Vasconcelos.

 

Segundo o delegado, havia envolvimento de atendentes terceirizados da Eletrobras atuando nos Postos de Atendimento ao Cidadão (PAC) de Manaus e na própria central de atendimento, localizada na rua 10 de Julho, no Centro da capital.

 

De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos no esquema faziam transferências irregulares de débitos de grandes unidades consumidoras, com dívidas milionárias, para pessoas de baixa renda moradoras de conjuntos habitacionais, como Viver Melhor e Conjunto Cidadão, cujas ganhos não chegam a um salário mínimo.

“Era através desses atendentes que era realizada a essa transferência fraudulenta daquela dívida que, às vezes, era de R$ 100 mil, e era transferida para essas pessoas e o nome daquela empresa ficava sem débito”, explicou o delegado Felipe Vasconcelos.

 

Segundo o delegado, o esquema também acontecia com a conivência das pessoas de baixa renda para onde as dívidas em transferidas, que recebiam quantias em dinheiro, de valor não revelado, para irem até os PACs e assumirem os débitos. De acordo com Felipe Vasconcelos, também existe a possibilidade de moradores terem sido prejudicados.

 

Além dos atendentes, eletricistas e empresários que auxiliavam no esquema criminoso também foram presos. Todos devem ser encaminhados para o sistema prisional do Estado

Édria Caroline/PORTAL A CRÍTICA

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