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Atualizado em 03/01/2018

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #O Brasil tem jeito

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #O Brasil tem jeito

Sim, o Brasil tem jeito sim. Mas, longe, muito longe de querer fazer uso do tal “jeitinho brasileiro”, que tanto envergonha (quem tem vergonha, é claro) a imagem do país internacionalmente. Ainda no século passado, nosso “Águia de Haia” já cunhava: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. Até parece que Rui Barbosa construiu esse conceito sobre a política de hoje.

 

Em meio a tantas notícias dantescas, que beiram o cúmulo da insanidade e o escárnio humano, acompanhei a notícia dando conta que dois cariocas, um dia após o Natal, encontraram uma carteira cheia de dinheiro e devolveram ao dono, um turista argentino. Parecia até um presente de natal, dólares, euros, reais. Marcos e Marcelo Nascimento, dois moradores da favela da Rocinha, encontraram a carteira perdida no calçadão e se empenharam em encontrar o dono, embora dinheiro seja artigo de primeira necessidade na comunidade onde moram.

 

Quase R$ 10 mil não foram suficientes para que eles esquecessem a dignidade humana e só sossegaram quando percorreram os hotéis da orla e encontraram o dono. Além da alegria do dever cumprido, os dois receberam US$ 100 que vão usar para ajudar uma família cuja casa pegou fogo, na favela onde moram. Os dois puderam confirmar com uma frase o que falta nos poderes constituídos da nação, sem distinção: “Honestidade é obrigação”.

 

Pois é, honestidade é ingrediente sine qua non para qualquer tentativa de estancar essa sangria, esse estado tumoral que ataca a política brasileira. Lamentavelmente, ser honesto virou virtude escassa e, quando aparece logo ganha notoriedade, seja em qualquer âmbito. Nas semifinais do Campeonato Paulista desse ano, durante o jogo Corinthians e São Paulo, o zagueiro paulista Rodrigo Caio assumiu ter pisado na mão do goleiro Renan, inocentando o atacante Jô, do Corinthians, que havia levado cartão amarelo pela falta, na interpretação do árbitro. O cartão tiraria o atacante do próximo jogo, mas a honestidade do zagueiro fez com que o cartão fosse anulado. Pronto, a atitude do zagueiro foi assunto para a semana inteira, pois muitos acham que dentro de campo vale tudo, inclusive mentir e ser desonesto.

 

Tanto a honestidade, a honra, o respeito, a moral, os bons costumes, os valores humanos e éticos, a solidariedade, a educação cabem e devem estar sempre em todos os lugares. E devem fazer parte do dia-a-dia de qualquer trabalhador, seja deputado, senador, presidente, vereador, delegado, professor, taxista, feirante e/ou faxineiro, como aquele que encontrou uma pasta contendo US$ 10 mil, num banheiro do aeroporto de Brasília. Mesmo ganhando Salário Mínimo, não hesitou e usou o sistema de som para encontrar e devolver ao dono do dinheiro, um turista suíço. O poeta espanhol Miguel Cervantes pregava que “a honestidade é a melhor política”.

 

*Auditor fiscal e professor

Sobe Catracas

ALVARO CAMPELO, vereador de Manaus

Foi o vereador que registrou em 2017 100% de comparecimento às sessões da Câmara

Sobe Catracas

ROMEIRO MENDONÇA, prefeito de Presidente Figueiredo

Após pressão, recuou e garantiu o aumento salarial dos professores municipais reajustado em julho/2017 pelo Governo Federal

Desce Catracas

ALEXANDRE BIANCHINI, presidente da Manaus Ambiental

São inúmeras as reclamações da má prestação de serviço no fornecimento de água em Manaus

Desce Catracas

ANTONIO PONGÓ, prefeito cassado de Caapiranga

Vice prefeito Moisés Filho denunciou Pongó a polícia por ter sacado R$ 1,8 milhão antes de deixar prefeitura  

BASTIDORES