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Atualizado em 22/12/2017

ANDRÉ SEFFAIR #Que país é esse?

ANDRÉ SEFFAIR #Que país é esse?

Desde jovem muito me incomodavam os problemas do Brasil. Resolvi então tomar uma atitude em relação a isso, ao invés de ficar reclamando, me qualifiquei pra enfrentar dois dos problemas que achava mais graves: a violência e a corrupção.

 

O tempo passou, dentre os BRICS somos o único país que reconhece a corrupção como problema e a enfrentamos de maneira sistemática. A Rússia é uma autocracia de Putin, a Índia é um pardieiro, e a China processa e executa corruptos dissidentes do Partido Comunista e a África do Sul acha que o fenômeno é normal. Aqui mandamos os grandes corruptores pra cadeia e político sem prerrogativa de foro vai no bolo também. Noves fora a prerrogativa de foro, podemos, senão nos orgulhar, mas enxergar um futuro promissor no combate a corrupção no setor público.

 

Quanto à violência estamos realmente piores que antes. Procurei me qualificar ainda mais para debater o fenômeno e hoje chego a conclusão que não faz o menor sentido prender criminosos para deixá-los isolados em prisões controladas pelo próprio crime. Um sujeito potencialmente perigoso, ao invés de tratado, sai das nossas prisões ainda mais violento, perigoso e apto a cometer definitivamente ainda mais crimes violentos. A manutenção de mais de 500 mil presos sem controle do estado dentro de cadeias dominadas pelo crime organizado tem transformado o Brasil em uma catástrofe pronta para acontecer e nossa "guerra particular" contra as drogas só tem agravado ainda mais o problema.

 

Mas o tempo passou, eu também vou passando, um dia nossa geração também passará. É tempo de refletir o que temos de bom. E comparado ao mundo temos muitos bons valores. Um dia desses, ciente da oportunidade de adquirir uma naciolidade europeia, mas tendo que negar a brasileira, recusei. Um amigo me disse que eu era leso, perguntou o que eu ganhava em ser brasileiro. Na hora sorri e me limitei a dizer que tinha muito amor pelo Brasil, paixão inexplicável e que jamais deixaria de ser brasileiro nem desistiria de continuar trabalhando pelo bem do meu país.

 

Em casa refleti que meu avô paterno veio ao Brasil do Líbano, com 5 anos de idade, órfão de pai e mãe, refugiado dos efeitos da Primeira Guerra Mundial. Aqui casou com minha avó mestiça, mulher guerreira, livre, a frente de seu tempo. Criou seus filhos com dignidade e, já em sua próxima geração, neste país o filho daquele menino órfão refugiado se formou médico.

 

Meus avós maternos vieram refugiados da Guerra Civil Espanhola, sem muito mais do que as próprias vestes. Neste país criaram suas filhas e uma delas, sem nenhuma riqueza material, já na década de 1970 se formou médica também. Sem feminismo, sem assistencialismo partidário, sem conxavos, uma mulher pobre no Brasil do século passado já tinha liberdade e oportunidade de ser o que bem entendesse.

 

A regra do jogo brasileiro permite que vivamos com dignidade e liberdade independente de nossa origem. Desvantagens étnicas, históricas e culturais são um problema típico de nossa diversidade que ainda devemos enfrentar objetivamente sem demagogia e discussões político-ideologicas. Trato disso outra hora.

 

Enfim, meu país não é perfeito, mas é o Meu País, onde meus avós foram acolhidos, criaram seus filhos, escolheram viver e morrer e se preciso for faço qualquer sacrifício por ele.

Feliz 2018 a todos.

 

*O autor é Mestre em Direitos Humanos pela UEA e doutorando em Ciências Criminais pela universidade de Coimbra 

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