DeAmazônia

MENU
Atualizado em 14/12/2017

CARLOS SANTIAGO #Centro-esquerda no Amazonas: o erro persiste.

CARLOS SANTIAGO #Centro-esquerda no Amazonas: o erro persiste.

Caciques da política do Amazonas anunciaram a união de partidos e de lideranças denominada de centro-esquerda para disputar as eleições gerais de 2018. A estratégia é antiga e os caciques praticamente são os mesmos. Os resultados das edições anteriores não são nada animadores.
 
 
Foi o cientista político italiano Noberto Bobbio (1994) quem melhor definiu o conceito de centro-esquerda numa conjuntura política pós-queda do muro de Berlim e do fim do modelo soviético de sociedade, denominado de socialismo real.
 
 
Conceitualmente, a ideologia de centro-esquerda seria uma ação política eleitoral com a união de “doutrinas e movimentos simultaneamente igualitários e libertários, para os quais podemos empregar expressões como socialismo liberal, nela compreendendo todos partidos social-democratas, em que pese as diferentes práxis políticas”.  
 
 
 Para Bobbio, a diferença entre partidos de centro-esquerda e de centro-direita está relacionada à desigualdade econômica e social. Enquanto a centro-esquerda entende que as desigualdades social e econômica são construções sociais passíveis, portanto, de superações; já a centro-direita acredita que a desigualdade social é fenômeno natural, não sendo possível mudar o rumo natural da sociedade.
 
 
Mas, ambas têm algo em comum: a defesa do regime democrático. Diferente da extrema-direita e da extrema-esquerda que negam a democracia como conquista da sociedade.
 
 
Pois bem, as coligações de centro-esquerda no Amazonas aconteceram no decorrer das eleições e apresentaram a seguinte configuração quanto ao comando hegemônico: Arthur Neto (19986); Wilson Alecrim (1990); Nonato Oliveira (1994); Eduardo Braga (1988); Alfredo Nascimento (2010); Eduardo Braga (2014). Todos os candidatos eram dissidentes temporais do grupo político que comanda o Estado desde 1982.
 
 
Agora, estão buscando lançar o ex-governador interino e atual presidente da Assembleia Legislativa, que tem se colocado como dissidente do atual grupo que manda no Estado há décadas, como candidato de centro-esquerda.
 
 
 Então, fica uma pergunta: qual foi o avanço para a sociedade com a formação dessas coligações de centro-esquerda, além de fortalecimento do Arthur Neto, do Alfredo Nascimento, do Eduardo Braga e da manutenção das velhas e cansadas lideranças?
 
 
A eleição de uma senadora e de alguns poucos deputados pode ser a resposta, mas é muito pouco depois de décadas insistindo na mesma estratégia.     
 
 
*Sociólogo, advogado e autor da pesquisa “Reage Amazonas: ideologias e estratégias”. Ufam (1998).

Sobe Catracas

ALVARO CAMPELO, vereador de Manaus

Foi o vereador que registrou em 2017 100% de comparecimento às sessões da Câmara

Sobe Catracas

ROMEIRO MENDONÇA, prefeito de Presidente Figueiredo

Após pressão, recuou e garantiu o aumento salarial dos professores municipais reajustado em julho/2017 pelo Governo Federal

Desce Catracas

ALEXANDRE BIANCHINI, presidente da Manaus Ambiental

São inúmeras as reclamações da má prestação de serviço no fornecimento de água em Manaus

Desce Catracas

ANTONIO PONGÓ, prefeito cassado de Caapiranga

Vice prefeito Moisés Filho denunciou Pongó a polícia por ter sacado R$ 1,8 milhão antes de deixar prefeitura  

BASTIDORES