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Atualizado em 04/12/2017

População indígena protesta contra mineração em São Gabriel da Cachoeira (AM)

Lideranças indígenas acusam empresários de quererem usar instalação da UFAM, em favor dos interesses particulares do setor mineral

População indígena protesta contra mineração em São Gabriel da Cachoeira (AM) Indígenas da etnia Baré protestaram durante audiência pública em São Gabriel da Cachoeira

DE AMAZÔNIA SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, AM  -Lideranças e professores indígenas de São Gabriel da Cachoeira ( a 856 quilômetros de Manaus), na Região do Alto Rio Negro, acusam empresários de manipular audiência pública para instalação do campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) a favor dos interesses do setor mineral.

 

Sem consulta prévia aos povos indígenas de São Gabriel da Cachoeira (AM), representados pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), foi convocada abruptamente uma audiência pública para instalação do campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

 

A falta de comunicação ampla sobre o evento no município, assim como a exclusão de professores, diretores de escola e lideranças indígenas do processo, alarmou os principais representantes dos interesses dos índios e da educação, que manifestaram sua indignação durante o evento realizado nesta quinta (30/11), no ginásio municipal.

 

A própria programação chamou atenção para o desvio do objetivo do que é, de fato, uma audiência pública.

 

Sem espaço para debates, o programa do primeiro dia da audiência incluiu uma palestra sobre a exploração do granito e do nióbio em São Gabriel, assim como uma exposição da empresa mineradora Sanabani sobre pesquisa, prospecção e lapidação de minerais como instrumento de geração de emprego e renda na região.

 

“Fomos colocados para apresentar um painel na audiência sem que ninguém tivesse nos consultado a respeito dessa palestra. Essa audiência pública é, na verdade, um seminário empresarial com intuito de fomentar a mineração em Terras Indígenas em São Gabriel da Cachoeira, sem que haja a devida consulta aos povos da região”, alertou Marivelton Barroso Baré, presidente da Foirn.

 

Após os protestos dos professores com cartazes, faixas e falas que interromperam a programação da audiência, o evento foi paralisado. Os professores e lideranças indígenas abandonaram o ginásio, esvaziando o local e deixando clara a falta de legitimidade do processo. A parte da tarde da audiência pública foi, então, transferida para um ambiente menor, o auditório do colégio São Gabriel.

Neste dia 1º de dezembro, sexta-feira, audiência onde foi produzido um documento intitulado “Carta de São Gabriel da Cachoeira”, assinada pelas “autoridades e entidades representativas do município”.

 

 “Esse documento não terá valor algum antes que a gente faça o processo da forma correta, como previsto pela lei e pela convenção 169 da OIT, que prevê a consulta ampla aos povos indígenas. São Gabriel é o município mais indígena do Brasil e precisamos fazer valer os nossos direitos”, disse o presidente da Foirn.

 

 Fonte: Isa

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