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Atualizado em 14/10/2015

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO #O Brasil quebrou

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO  #O Brasil quebrou

Nunca antes, na história deste País, nos deparamos com uma situação tão difícil, humilhante, trágica, deprimente, irresponsável, caótica, criminosa, vexatória. Isso de norte a sul deste Brasil. É como se uma nuvem gigantesca de maldade, de vilania, de perversidade, estivesse encobrindo a nação tupiniquim.

 

Infelizmente, faltam até adjetivos para definir o que se passa por aqui, desde os menores municípios até as grandes capitais nacionais, todo o território brasileiro guarda um exemplo de má gestão, de descaso com a coisa pública, de corrupção, de ostentação financeira, de interesses pessoais sobrepujando as causas coletivas. Chega a causar asco deparar com a coletânea de crimes que cometem contra a população, contra as instituições e contra o Estado Brasileiro.

 

Longe de mim estar pregando, precipitadamente, o discurso da terra arrasada, do pessimismo exagerado. Pelo contrário, sou brasileiro e, como tal, não desisto nunca. Mas, é que não dá para fazer de conta que está tudo bem, que isso é normal, que esse momento é passageiro, e que a qualquer momento voltaremos a desempenhar um papel de país de economia forte, com um PIB positivo e longe das manchetes internacionais que projetam o Brasil como celeiro incontestável da violência, corrupção e negligência política.

 

Na árdua missão de fazer uma análise otimista do nosso Brasil varonil, é cada vez mais difícil chegar ao objetivo sem, ao menos, manter um olhar superficial nos problemas crônicos da saúde pública, nos percalços enraizados na trajetória da segurança, no nefasto relacionamento entre os poderes constituídos, e nos efeitos cancerígenos que permeiam os parlamentos nas três esferas da República.

 

Com raras exceções, a soberba, a arrogância, a irresponsabilidade, a presunção tem tomado conta dos que detém o poder. Com esses predicados, os gestores da máquina pública preferem não cortar a própria carne, ou melhor, a fábrica de votos mantida através de dezenas de ministérios, de secretarias, e milhares de cargos de confiança. Isto seria mais difícil que elevar a taxa de juros, reduzir as despesas do governo, aumentar impostos, promover as reformas - tributária, política, penal, previdenciária, etc. - que o país tanto precisa.

 

Além de serem os mais caros do mundo, temos e mantemos parlamentos de intocáveis, de, na grande maioria, prestadores de desserviço ao povo. Verdadeiros responsáveis pelo descarrilamento da locomotiva, de jogarem o Brasil no abismo da insegurança nos seus mais amplos sentidos.

 

Enquanto o Legislativo brinca de governar e o Executivo insiste em editar Medidas Provisórias, o Executivo mede forças e tenta levar a melhor. A imprensa, observada como o “quarto poder”, guardada as exceções, tira proveito dos outros três. Enquanto for assim, fica cada vez mais difícil de acreditar que o Brasil tem jeito.

 

Mesmo contando com o maior otimismo, ainda assim não há, a médio e curto prazo, possibilidades de saídas dessa bancarrota. Faltam ingredientes concretos, que ensejem o compromisso, de cada um de nós, desprovidos de interesses e/ou vantagens pessoais e, irmanados, resgatar a nação desse abismo que a letargia governamental nos colocou ou estaremos fadados a enfrentar longos anos de vacas magras, um amargo remédio que, infelizmente, a maioria da população brasileira escolheu tomar. 

 O autor é auditor fiscal da Sefaz

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