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Atualizado em 18/04/2015

Prefeito de Coari exonera todos os secretários um dia depois da posse

Prefeito de Coari exonera todos os secretários um dia depois da posse Prefeito Raimundo Magalhães (PRB)

Manaus - Um dia após tomar posse como prefeito de Coari, Raimundo Magalhães (PRB), exonerou todos os 25 secretários da prefeitura, contratados há menos de 25 dias pelo prefeito interino Iranilson Medeiros (DEM). Magalhães afirmou que a educação será uma prioridade inicial de seu governo e que determinará o início das aulas dos mais de 6,5 mil alunos da zona rural.

 

O prefeito também disse que trabalhará para regularizar os contratos e pagamentos de servidores, cumprindo com compromisso firmado com o Ministério Público do Estado (MP-AM), que nesta semana identificou uma série de irregularidades na administração de Coari.   

 

Magalhães afirmou que pretende reduzir o número de secretarias da Prefeitura de Coari. “A gente está nomeando alguns secretários para começar a organizar a casa. Os secretários do Iran (Iranilson Medeiros) foram todos exonerados e eu estou nomeando os novos. No total, são 25 secretarias em Coari e eu vou trabalhar para reduzir isso a 20”, disse.

 

Na última quarta-feira e quinta-feira o procurador-geral de Justiça do Estado, Fábio Monteiro, esteve em Coari para uma inspeção. O MP-AM, identificou que 13 escolas se encontram sem merenda escolar. Na zona rural, onde há mais de cem escolas que atendem mais de 6 mil alunos, a maioria não iniciou o  ano letivo, por falta de transporte e  merenda escolar. Os donos dos barcos que fazem o transporte dos alunos não foram pagos pelos serviços feitos há meses, e por isso suspenderam o serviço. E os professores também não estão recebendo seus salários.

 

Sobre estes problemas, Magalhães reafirmou o compromisso de transformar as contas públicas mais transparentes e determinar uma data, imediata, para o início do ano letivo nas escolas rurais. “O procurador pediu de imediato que tivéssemos uma atenção com a educação, são mais de 6,5 mil alunos sem aula, então vamos, imediatamente resolver esse problema. E firmamos os Termos de Compromisso com o MP, agora haverá transparência, cumprindo um compromisso com o trabalhador e com o povo. Vamos pagar os salários e negociar os mais de R$ 15 milhões em dívidas trabalhistas que o município contraiu”, afirmou.

 

Segundo o novo prefeito, Coari vive constante instabilidade por causa das alternâncias no poder. “É muito difícil dizer o que não está errado em Coari. As alternâncias de prefeitos trazem essa situação, pode até ter tido boa vontade dos prefeitos anteriores, mas, com as mudanças, não havia tempo para isso”, declarou.

 

O presidente da Câmara Municipal de Coari, Iranilson Medeiros, que atuava como prefeito interino, reafirmou, nesta sexta-feira (17), que foi ilegal a posse de Magalhães, ocorrida em sessão solene na Câmara, na última quinta-feira, presidida pelo vereador mais velho e com participação de mais seis vereadores. Ele disse que marcará a posse “legal” numa sessão ordinária na próxima quarta-feira, dia 22.    

 

Segundo Iranilson, o Regimento Interno da Câmara determina que a posse de um novo prefeito deve ocorrer em sessão ordinária. “Na verdade, ele (Magalhães) não assumiu. Ele fez uma coisa na marra. Ele estava tão ‘encegueirado’ de ser prefeito e acabou cometendo um crime. De fato, quem ainda é prefeito sou eu, mas vamos marcar uma posse legal ao Magalhães no dia 22”, disse.

 

Medeiros anunciou que pode entrar com ações de improbidade administrativa contra os vereadores que, segundo ele, forçaram a posse de Magalhães. Para o vereador, Magalhães estava com pressa em assumir a prefeitura, por estar endividado. “Na verdade ele queria assumir o poder porque ele está devendo todo mundo,  devendo o advogado em Brasília, devendo advogados de Manaus, então ele está atolado, por isso a pressa. Esse papo de que vai ajudar o povo é tudo mentira. Ainda vai se dar muito mal esse rapaz”, disparou.

Fonte: d24am.com

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