Sexta, 18 de junho de 2021

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Atualizado em 06/05/2021

Preso coronel da PM do Amazonas suspeito de chefiar milícia do arrocho a traficantes

Operação do MP/AM também prendeu hoje (6) um policial civil e um ex-PM; grupo é acusado de roubar drogas de traficantes e redistribuir, no estado

Preso coronel da PM do Amazonas suspeito de chefiar milícia do arrocho a traficantes Preso coronel da PM do Amazonas suspeito de chefiar milícia do arrocho a traficantes (Foto: Divulgação)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - A Operação ‘Arrocho da Lei’, realizada pelo Ministério Público do Amazonas (MP/AM), por meio do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), prendeu hoje (6/5), o coronel da Polícia Militar, Glaubo Alencar, apontado como chefe da milícia policial que roubava droga de traficantes e resdistribuía, no estado.

 

Além do coronel PM, um investigador da Polícia Civil e um ex-policial militar também foram presos durante a operação deflagrada nesta quinta-feira (6/5).

 

O quarto mandado de prisão temporária ainda não foi cumprido. A suspeita do Gaeco é que o integrante tenha sido assassinado.

 

 “O fato ainda está sob investigação, é preciso sigilo, cuidado. A regra é a publicidade, mas existem outras diligências em andamento. É uma investigação complicada, em meio a ela já temos situações de pessoas que, muito provavelmente, foram assassinadas. Inclusive, dentre os alvos dos mandados de prisão, há uma pessoa que pode ter sido eliminada, como queima de arquivo, ou vingança da facção criminosa”, explicou o promotor de Justiça Armando Gurgel, membro do Gaeco.

 

Uma operação anterior, há 15 dias, prendeu dez policiais envolvidos em crimes ligados ao tráfico de drogas.

 

De acordo com o MP/AM, em uma das ações o grupo roubou mais de meia tonelada de drogas da organização criminosa Comando Vermelho.

 

INVESTIGAÇÕES

A operação Arrocho da Lei foi deflagrada a partir de investigações de casos de homicídios ocorridos nos meses de janeiro e fevereiro de 2021, em que as vítimas foram expostas com cartazes nos quais se dizia que o Judiciário, a Polícia e o Ministério Público sabiam que uma série de “arrochos” estava acontecendo.

 

Na gíria do mundo do crime, “arrocho” significa a atuação distorcida de policiais, que, no caso, ao abordar os traficantes, ao invés de efetuar prisões e apreensões de drogas estavam se apossando dos entorpecentes sem efetuar prisões. 

 

“Estamos vendo uma situação totalmente avessa, agentes de segurança treinados, capacitados e armados para dar proteção à sociedade, temos esses agentes cometendo crimes contra a sociedade. É uma situação intolerável e nós estamos aqui para cortar na carne, porque é o Estado contra o Estado”, disse o Promotor de Justiça Luiz Alberto Dantas Vasconcelos, também membro do Gaeco.

 

O promotor de Justiça Edinaldo Medeiros destacou o fato de que a participação de um Policial Militar de alta patente, um Coronel da ativa, revela elevado potencial de dano à sociedade, por tratar-se de alguém com voz de comando, acesso a informações privilegiadas, acesso liberação de armas.

 

“O crime organizado é muito pior quando se insere na esfera político-administrativa, quando se insere no Estado, com a participação de agentes públicos”, disse o Promotor.

 

A operação foi realizada em parceria com o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e apoio da Força Especial de Resgate e Assalto (Fera).

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