Sábado, 17 de abril de 2021

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Atualizado em 01/03/2021

Governadores pedem restrição nacional, mas Pazuello diz que Bolsonaro não deixa

“Lockdown não resolve, para que lockdown?”, disse Bolsonaro, há cinco dias, a apoiadores na saída do Planalto; Brasil está a beira do colapso nacional

Governadores pedem restrição nacional, mas Pazuello diz que Bolsonaro não deixa Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Governadores e secretários da Saúde pediram ao ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello um lockdown nacional ou uma medida de restrição única mais dura para frear a contaminação e mortes por covid no país.

                                                              

A resposta, porém, foi negativa. Assessores do ministro sinalizaram dizendo que o presidente Jair Bolsonaro é contra e que não vai decretar uma restrição mais dura.

 

É o que informa nesta segunda (01) a coluna Painel da Folha de São Paulo. 

 

Governadores falam em colapso nacional, se o governo federal não tomar uma medida mais rigorosa.

 

Ontem (28/2), Bolsonaro compartilhou vídeo de protesto, em Brasília, na frente da casa do governador pedindo fim do lockdown. O presidente já criticou governadores e prefeitos pelas restrições de prevenção.

 

Há cinco dias, na saída do Planalto, o presidente disse o seguinte a apoiadores, ao ser informado que Chapecó, em Santa Catarina, tinha decretado lockdown, após sistema de saúde entrar em colapso: " locldown não resolve para que lockdown?".

 

Bolsonaro já minimizou a gravidade do vírus, chamando a covid de gripezinha, é contra restrições, incentiva aglomerações, boicotou a vacina, ofereceu cloroquina ( remédio sem eficácia) para tratar a doença e mais recentemente condenou o uso de máscaras. 

 

Com o país a beira do colapso nacional, Bolsonaro segue sua marcha negacionista tentando jogar a culpa de seus sucessivos erros para os estados, no pior momento da pandemia.

 

Hoje, o presidente foi contestado por governadores  ao dizer que há dinheiro sobrando e que o recurso repassado aos Estados foi mal utilizado.

 

O consórcio de governadores disse que repasse foi o menor já feito pelo governo federal, que não levou em consideração nem a pandemia. Helder Barbalho, do Pará, foi um dos governadores que assinou a nota contra o presidente. Wilson Lima, do Amazonas, não assinou.

 

 

20 capitais do país estão com leitos no limite e a beira do colapso.

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