Segunda, 01 de março de 2021

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Atualizado em 21/01/2021

Pesquisador diz que 'Manaus está perdida' na pandemia e pede missão internacional

Epidemiologista Jesem Orellana, da Fiocruz-Amazônia, defendeu, em alerta nesta quinta (21), decretação imediata de lockdown e envio urgente de missão de observadores internacionais

Pesquisador diz que 'Manaus está perdida' na pandemia e pede missão internacional Epidemiologista Jesem Orellana, da Fiocruz Amazônia (Reprodução/Vídeo)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O epidemiologista e pesquisador da Fiocruz/Amazônia, Jesem Orellana, defendeu, em alerta divulgado nas redes sociais, nesta quinta-feira (21/1), o envio urgente de uma missão de observadores internacionais à Manaus, devido o colapso na rede pública de saúde, gerado pela pandemia da Covid-19. Jesem também gravou um vídeo com apelo a comunidade internacional.

 

Intitulado “Manaus está perdida e a covid-19 explodiu”, o pesquisador também voltou a pedir que as autoridades do Amazonas decretem imediato lockdown, para evitar mais mortes na capital, considerada por ele o “epicentro amazônico da pandemia”. Manaus vivencia um cenário apocalíptico com falta de leitos, respiradores e oxigênio, com mortes e casos de transmissão incontroláveis.  

ASSISTA O VÍDEO:

O Jornal Estadão deu destaque para o alerta do epidemiologista da Fiocruz Amazônia

 

“Precisamos, urgentemente, de observadores internacionais independentes ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos (CNUDH), pois não é mais possível confiar nos diferentes níveis de gestão que estão à frente da epidemia em Manaus”, afirma o cientista, que alertou para a segunda onda da covid-19, na capital amazonense, desde agosto de 2020.

 

No texto, Orellana também destaca que as 945 mortes confirmadas, só nos 20 primeiros dias de janeiro, já se aproximam de todos os óbitos somados entre agosto a dezembro, quando 1.308 pessoas morreram por covid. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

 

“Minha previsão, de que o mês de janeiro seria o ‘mês das lamentações e do luto’, está mais do que confirmada e, por mais desumano e monstruoso que pareça, em Manaus, capital mundial da covid-19, não há qualquer sinal de ‘lockdown’”, escreveu. “Isto parece ser parte de um projeto que muitos insistem em não enxergar e, neste caso, Manaus é o laboratório a céu aberto, onde todo tipo de negligência e barbaridade é possível, sem punição e qualquer ameaça à hegemonia dos responsáveis”, completou Jesem Orellana.

 

O alerta do pesquisador também foi enviado aos órgãos de controle (Ministério Público Estadual/Contas/Trabalho e Defensoria Pública do Amazonas), à Comissão mista para Covid-19 do Senado Federal e Câmara dos Deputados, bem como à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

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