Terça, 19 de janeiro de 2021

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Atualizado em 11/01/2021

Em vez da vacina, general Pazuello trouxe ivermectina para os amazonenses

Com o Amazonas em colapso, ministro da Saúde fez um discurso em Manaus de ‘embromation’

Em vez da vacina, general Pazuello trouxe ivermectina para os amazonenses Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O general reformado do Exército, Eduardo Pazuello, na pasta de ministro da Saúde, mandou preparar um evento pomposo, nesta segunda-feira (11/1), em Manaus, para anunciar nada.

 

Pazuello mandou chamar prefeitos, secretários de saúde para falar com garbo sobre o Plano Nacional de Imunização que iniciaria pelo Amazonas, mas jogou foi um balde de água fria, com um discurso de ‘embromation’, de que não tinha nada efetivo sobre o início da vacinação da covid-19.

 

A data do ministro mais exata para iniciar a vacinação é o dia ‘D’ ou numa ‘hora H’. Toda essa fala ocorria, com os hospitais de Manaus num caos, sem leitos, lotados e os cemitérios com recordes de enterros.  

 

Sem nenhum cabedal científico, Pazuello disse ainda que vai focar numa primeira dose de vacina, porque segundo ele vai reduzir a contaminação. É mais uma prova do conhecimento limitado do ministro, que é especialista em munição e logística. Tudo para justificar o atraso na imunização dos brasileiros. E sabe-se lá quando atingirá os 70% da população.

 

A fala de Pazuello mais cabeluda foi sobre a Pfizer. Com muita embromação, o ministro tentou pregar um discurso fantasioso que já foi desmentido pela empresa farmacêutica. Hoje, o general queria comprar vacina à pronta entrega depois de recusar a oferta de 70 milhões de doses, em agosto de 2020.

 

Por fim, Pazuello ainda esnobou os amazonenses.

 

Mandou que os manauaras assistissem seu pronunciamento feito na TV, na semana passada, para saber mais sobre o início da tal campanha de vacinação do coronavírus. Disse que era só pesquisar no You tube, onde estaria tudo detalhado - lá também ninguém vai encontrar patavina.

 

Sem dizer nada com nada, o general deixou de consolo em Manaus fardos de Ivermectina, a chamada ‘nova cloroquina'. Um remédio sem eficácia comprovada para o tratamento da covid-19. Ivermectina é usada em tratamento de piolhos e sarnas.

Sobe Catracas

JOÃO DORIA, governador de São Paulo

Teve a iniciativa de mandar produzir a Coronavac e enviou 50 mil doses para vacinar profissionais de saúde do Amazonas contra a covid-19

Desce Catracas

BRUNO RAMALHO, prefeito de Carauari (AM)

Inaugura Centro de Tratamento Precoce, fazendo aglomeração, para distribuir 20 mil ivermectina, remédio chamado de inútil pelos cientistas e Anvisa