Terça, 19 de janeiro de 2021

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Atualizado em 05/01/2021

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO - A vez do cooperativismo

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO - A vez do cooperativismo Augusto Bernardo Cecílio é auditor fiscal e professor

Cooperativismo é um movimento social e econômico baseado na cooperação de associados em atividades econômicas. É uma alternativa colaborativa do mercado que propõe benefícios a todos os envolvidos, almejando mais as necessidades em grupo que o lucro, buscando uma prosperidade conjunta.

 

Segundo José Horta Valadares e baseado em dados da Aliança Cooperativa Internacional – ACI, estima-se que 800 milhões de pessoas são associadas de cooperativas em todo o mundo. Além disso, pelo fato de os negócios cooperativos serem importantes não somente para seus associados e funcionários, mas também para seus familiares, o total de pessoas que, direta e indiretamente, têm suas vidas ligadas ao cooperativismo é estimado em 3 bilhões, o que representa a metade da população mundial.

 

Em muitos países, como a Áustria, Canadá, Chipre, Finlândia, Israel, Uruguai, França, Bélgica, Noruega, Dinamarca, Índia, Japão, Malásia, Portugal, Sri Lanka e Estados Unidos os associados de cooperativas atingem elevadas proporções em relação à população total e, em termos econômicos, o movimento cooperativista mundial é bastante significativo.

 

Nos países em desenvolvimento a exportação de produtos agrícolas gerados por cooperativas possui uma participação entre 10% a 20% do PIB e os empreendimentos cooperativos estão presentes em todas as áreas da atividade econômica e, praticamente em todos os países, o cooperativismo se destaca em pelo menos uma área.

 

Quarenta e três por cento do crédito rural da Índia é viabilizado pelas cooperativas de crédito ou pelos bancos cooperativos. No Brasil, um terço dos médicos são associados à maior cooperativa médica da América Latina. São inegáveis as vinculações entre a filosofia e a prática empresarial cooperativista e as necessidades e os desafios atuais do desenvolvimento da humanidade.

 

A livre adesão, expressão máxima da liberdade de expressão sem discriminação de raça, credo ou religião. O controle democrático dos cooperados, que se soma à distribuição equânime da riqueza gerada pela economia cooperativa, base da democracia econômica e em franca oposição a acumulação de riqueza e francamente favorável ao fortalecimento social e político das comunidades.

 

Outro princípio cooperativo nos remete à chave do mundo moderno: a educação, o único acesso ao conhecimento e as tecnologias de todos os tipos e para todas as finalidades. A convivência comunitária preconizada pelo cooperativismo como modelo de um novo comportamento que se oponha à exclusão global e à ruptura cultural entre os povos.         

 

As necessidades do mundo moderno se enquadram no mesmo conjunto de valores que o cooperativismo vem depurando há mais de 150 anos, em torno do valor maior, qual seja a promoção de um ambiente social no qual a humanidade seja o centro das considerações para um desenvolvimento sustentável e voltado à paz.

 

A despeito de todas as considerações de ordem prática decorrente do fato e ser um empreendimento negociável de natureza econômica, o cooperativismo demonstra que a natureza do econômico só se completa na dimensão social da vida em comunidade e que é possível gerar desenvolvimento econômico sem exclusão, desemprego, concentração de renda e fome.

*O autor é auditor fiscal e professor

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