Quarta, 27 de janeiro de 2021

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Atualizado em 23/11/2020

Deputado Saullo Vianna é alvo da PF; operação cumpre sete mandados de busca e quatro de prisão

PF investiga possível fraude e lavagem de dinheiro em licitações na Prefeitura de  Presidente Figueiredo

Deputado Saullo Vianna é alvo da PF; operação cumpre sete mandados de busca e quatro de prisão Deputado Saullo Vianna é alvo da PF

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O deputado estadual Saullo Vianna (PTB) é alvo de busca e apreensão de operação da Polícia Federal, na manhã desta segunda-feira (23/11), que investiga possíveis fraudes em licitação e lavagem de dinheiro no transporte escolar da Prefeitura de Presidente Figueiredo, na gestão do prefeito derrotado, nas eleições deste ano, Romeiro Mendonça (PP).

 

A PF esteve na residência do deputado em um condomínio da Ponta Negra. 

 

Segundo a PF, a operação denominada ‘Ponto de Parada’ conta com o apoio da Controladoria Geral da União.

A ação da Polícia Federal visa cumprir 11 mandados judiciais, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal do Amazonas, dos quais sete são de busca e apreensão e quatro de prisão temporária, todos cumpridos na cidade de Manaus/AM. Foi deferido judicialmente, também, o sequestro de bens e valores no montante aproximado de R$ 13 milhões.

 

Entenda a Operação

Segundo as investigações da Polícia Federal, duas empresas concorreram a uma licitação da Prefeitura de Presidente Figueiredo, no ano de 2017, para fornecimento de transporte escolar, mas uma delas “cobriu” a proposta da outra, com o intuito de dar aparência de legitimidade na concorrência. De acordo com o laudo técnico da perícia, diversos itens restringiam o caráter competitivo da licitação.

 

Ficou constatado ainda que a empresa vencedora subcontratou, de maneira integral, os serviços de transporte escolar. Na ocasião, ela recebeu o montante de R$ 12,9 milhões e gerou um superfaturamento por sobrepreço no serviço de, aproximadamente, R$ 4 milhões.

 

A Polícia Federal identificou que o grupo investigado realizou saques e movimentações de elevadas quantias em espécie, à margem do Sistema Financeiro, a fim de encobrir os lucros obtidos com a prática criminosa. A PF investiga, também, a participação de um empresário que atuava na cadeia de comando, auxiliado por membros da família, sendo um dos beneficiários diretos dos desvios praticados pela empresa investigada.

 

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 30 (trinta) anos de reclusão.

 

O nome da Operação Ponto de Parada faz referência aos locais de embarque e desembarque dos alunos da rede pública que utilizam o transporte escolar.

FOTOS: Assessoria de Imprensa PF/AM

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