Quinta, 22 de outubro de 2020

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Atualizado em 16/10/2020

Coronavírus deixa de ser pandemia e passa a ser sindemia, apontam cientistas

Estudo afirma que vírus não atua sozinho, mas sim compactuando com outras doenças, e isso demanda abordagem diferente

Coronavírus deixa de ser pandemia e passa a ser sindemia, apontam cientistas (Foto: Reprodução/sindiute.org)

DEAMAZÔNIA SÃO PAULO - Um estudo científico publicado na noite desta quinta-feira (15) em artigo do periódico inglês The Lancet, aponta que o mundo não vive apenas uma pandemia, e sim uma sindemia. O artigo é assinado pelo editor-chefe da revista, Richard Horton.

 

A Folha de São Paulo repercutiu o estudo, em matéria de hoje (15).

 

De acordo com a pesquisa - desenvolvida pelo Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME, na sigla em inglês), da Universidade de Washington, doenças como obesidade hipertensão e diabetes, “aliados” a Covid-19, criam uma tempestade “perfeita” que agora agrava as mortes pela doença.

 

Ou seja, o vírus não atua sozinho, mas compactuando com outras doenças, por esse motivo o termo sindemia seria o mais adequado. Uma sindemia caracteriza a interação mutuamente agravante entre problemas de saúde em populações em seu contexto social e econômico.

 

Segundo a Folha, os dados mostram como o mundo, em especial os sistemas de saúde pública, não estavam preparados para uma pandemia e, pior, como fatores de risco tratáveis e evitáveis, como obesidade e hiperglicemia, não têm recebido a devida atenção dos programas de saúde globais.

 

Ainda conforme o estudo, o impacto da Covid-19 na saúde das pessoas não será apenas sentido em 2020 e em 2021, afirmam os pesquisadores, mas nos anos seguintes também.

 

SINDEMIA

O termo “sindemia” foi cunhado por Merril Singer a partir de estudo sobre o entrelaçamento entre a síndrome da imunodeficiência adquirida e a violência em cidades estadunidenses.

 

Problemas de saúde e sociais se agrupam em comorbidade crescente a partir de fatores sociais, psicológicos e biológicos, embora os agravos à saúde sejam enfermidades crônicas não transmissíveis.

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