Sábado, 31 de outubro de 2020

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Atualizado em 24/09/2020

'Fiz mais da metade', diz Alfredo sobre a BR-319

Candidato a prefeito de Manaus disse que quando foi ministro dos Transportes asfaltou 400 quilômetros da rodovia

'Fiz mais da metade', diz Alfredo sobre a BR-319 Candidato a prefeito de Manaus, Alfredo Nascimento foi ministro dos Transportes (Foto: Divulgação)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - “A verdade é que eu fiz mais da metade da rodovia BR-319. Dos 877 quilômetros, eu fiz mais de 400”, o candidato à prefeitura de Manaus, Alfredo Nascimento, em entrevista na manhã desta quinta-feira (24/9), sobre o período que passou como ministro dos Transportes. A rodovia tem 877 km e liga Manaus a Porto Velho.

 

Alfredo disse que quando assumiu o ministério, tinha a promessa, do então presidente Lula, de fazer a BR-319, que até aquele momento não possuía trafegabilidade. Ele explicou, ainda, que apesar da falta de licenciamento ambiental para o trecho central foram asfaltados mais de 400 quilômetros da rodovia nos extremos, entre as cidades de Porto Velho e Humaitá e outro trecho saindo de Manaus.

 

“Eu não sabia que havia um impedimento no meião da rodovia. Que até então não existia a falta de licenciamento ambiental. Aliás, é a única rodovia do país que exigiram estudo de impacto ambiental. Quando eu vi esse imbróglio no meio, e como eu era o ministro e tinha recursos, eu trabalhei os extremos da rodovia enquanto se discutia o licenciamento”, disse o candidato.

 

De acordo com Alfredo Nascimento, além da pavimentação nos extremos também foram construídas 16 pontes, sendo uma delas de 1.100 metros sobre o rio Madeira.

 

“Na verdade, o que aconteceu na BR-319 é que eu trabalhei nos extremos porque eu não tinha o licenciamento ambiental. E no meio da rodovia dei trafegabilidade mesmo sem ter asfalto. Agora até existe linha de ônibus ligando a vários municípios entre Manaus a Porto Velho. Eu saí do ministério há mais de 9 anos e não fizeram o meião até hoje porque não tem licença”, destacou o candidato a prefeito.

 

Ele disse ainda que quando ministro, fez três estudos de impacto ambiental e que nunca concordou com necessidade de ter licenciamento para a construção da rodovia.

 

“Inventaram essa história da BR-319 precisar de licença para que não se fizesse a rodovia. Eu tomei todas as providências que foram necessárias e contratei três estudos de impacto ambiental. Ninguém no Amazonas fez absolutamente nada na BR-319 nos últimos 9 anos depois que eu saí do ministério. E o que tem lá, que é mais da metade, foi feito por mim. Cumpri minha obrigação”, finalizou.

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