Domingo, 20 de setembro de 2020

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Atualizado em 12/08/2020

Terras indígenas Munduruku no rio Tapajós são devastadas por garimpo ilegal

Ministro Ricardo Salles sobrevoou a região do Pará e foi criticado por postar foto “sorrindo” ao ver a desvastação

Terras indígenas Munduruku no rio Tapajós são devastadas por garimpo ilegal Garimpo no Rio Tapajós, dentro da Terra Indígena Munduruku (Foto: Reprodução)

DEAMAZÔNIA SANTARÉM, PA - A área ao redor da região do Rio Tapajós, no Pará, próximo aos municípios de Jacareacanga e Itaituba, onde moram indígenas Munduruku, é o território mais destruído por garimpos ilegais de ouro.

 

Há relatos de que os altos níveis de mercúrio têm prejudicado o desenvolvimento infantil. Os impactos duradouros da contaminação por mercúrio nos povos indígenas e na vida aquática são um problema de grande preocupação.

 

Nesta semana, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobrevoou durante visita que fez à região para se encontrar com os garimpeiros que estão destruindo partes da floresta amazônica.

 

Em uma foto publicada nas redes sociais, Salles aparece sorrindo de ‘canto de boca’ ao avistar a terra devastada. A imagem foi bastante criticada.

 

O Ministério anunciou a retomada dos trabalhos de fiscalização na área, que tinham sido suspensos depois da visita do ministro Ricardo Salles ao município de Jacareacanga, onde conversou com garimpeiros que protestaram contra a atuação dos militares na região.

 

No Twitter, o ministro publicou vídeo em sua página oficial, mostrando a escala de destruição do desmatamento.

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