Sábado, 26 de setembro de 2020

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Atualizado em 11/08/2020

Óbitos por Covid-19 no Amazonas continuam em queda

FVS-AM informa que novos critérios de notificação elevam dados gerais, mas não refletem momento atual

Óbitos por Covid-19 no Amazonas continuam em queda Óbitos por Covid-19 no Amazonas continuam em queda (Fotos: Orlando Jr. / Secom)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Os óbitos tendo o novo coronavírus (Covid-19) como causa confirmada continuam em queda, no Amazonas. Nas últimas 24 horas, foram confirmadas mais seis mortes, sendo cinco na capital e uma no município de Manacapuru. De acordo com a Fundação de Vigilância e Saúde (FVS-AM), a inclusão de óbitos ocorridos em outros meses do ano é resultado de uma revisão epidemiológica feita pela Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa).

 

A revisão segue os novos critérios do Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, que passou a considerar óbitos por Covid-19 a partir de avaliação clínico-epidemiológica e exames de imagens. Com isso, óbitos que ocorreram no pico da pandemia, e que não tiveram diagnósticos conclusivos, estão sendo investigados e serão incluídos na contagem geral do Amazonas.

 

“Há uma atualização desses óbitos, baseada na revisão e investigação desses casos. Então, a partir das diretrizes que são definidas pelo Ministério da Saúde, principalmente relacionada aos exames complementares, diagnóstico e confirmação do óbito por Covid, a Secretaria de Saúde de Manaus e a Fundação de Vigilância em Saúde têm feitos esforços para atualizar esses óbitos, investigar de maneira adequada e atualizar esses números aqui no Estado”, informou o diretor técnico da FVS, Cristiano Fernandes.

 

Segundo Cristiano, é possível afirmar, com base nos últimos Boletins Epidemiológicos da FVS, que os óbitos no Amazonas seguem em desaceleração.

 

“Os dados mostram essa queda, a desaceleração aqui no Estado tanto relacionado aos óbitos, tanto nos casos de internações em leitos clínicos e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Nós temos cerca de 80 pacientes que se encontram hospitalizados em UTI. Ou seja, são casos graves e provavelmente alguns desses pacientes podem evoluir para o óbito nos próximos dias. Esses dados têm sido avaliados de forma criteriosa, cuidadosa pela FVS, em parceria com a Susam”, ressaltou o diretor.

 

Conforme os números consolidados pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam), nesta segunda-feira (10/08), a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid era de 26%. Em relação aos leitos clínicos Covid a taxa de ocupação estava em 27,3%.

 

Parâmetros

Cristiano Fernandes esclarece como está sendo feita a revisão de óbitos. “Temos óbitos, como casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não esclarecida, que a partir dos exames complementares, principalmente, diagnóstico de imagem - que hoje é reconhecido pelo Ministério da Saúde - associado ao critério clínico epidemiológico, possibilita essa classificação”, afirmou.

 

Revisão

Com os novos critérios preconizados pelo Ministério da Saúde, para a definição de óbitos por Covid, as próximas edições do boletim também devem apresentar números elevados, mas que não refletem o momento atual da pandemia no Amazonas.

 

“Temos que ficar atentos aos óbitos ocorridos nas últimas 24h. A revisão sistemática desses casos vai impactar no total de óbitos. Precisamos separar bem as coisas, para que não tenhamos interpretação equivocada, achar que a doença está aumentando aqui no estado, que o número de óbitos tem aumentado e isso não está acontecendo, a gente consegue afirmar isso”, frisou Cristiano Fernandes.

 

Classificação

O diretor técnico da FVS informou que a qualificação dos óbitos segue critérios e padrões internacionais, definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para classificação desses óbitos. “São protocolos, diretrizes que têm sido seguidos, associados às novas definições publicadas pelo Ministério da Saúde. São conjuntos de informações tanto relacionadas ao prontuário daquele paciente, como foi a agenda terapêutica desse paciente, sintomas e os exames complementares”, pontuou Fernandes.

 

Com as investigações de óbitos por SRAG, a vigilância epidemiológica espera esclarecer melhor a causa da morte, dar um retorno à família e qualificar os dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

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