Domingo, 20 de setembro de 2020

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Atualizado em 10/08/2020

ONU destaca 'impacto arrasador' de Covid-19 em mais de 476 milhões de indígenas

Chefe da ONU disse, em vídeo, que "ao longo da história, os povos indígenas foram dizimados por doenças trazidas de outros lugares"

ONU destaca 'impacto arrasador' de Covid-19 em mais de 476 milhões de indígenas O líder indígena Marcos Terena, do Brasil, lamenta chegada do novo coronavírus a estas populações. (Foto: Reprodução/Video)

DEAMAZÔNIA BRASÍLIA - O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a pandemia de Covid-19 está tendo um impacto arrasador em mais de 476 milhões de povos nativos em todo o mundo. Neste domingo, 9 de agosto, foi comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas.

 

Em mensagem de vídeo, o chefe da ONU lembrou que “ao longo da história, os povos indígenas foram dizimados por doenças trazidas de outros lugares, às quais não tinham imunidade.”

 

Dificuldades

Segundo Guterres, antes da pandemia, os povos indígenas já enfrentavam desigualdades, estigmatização e discriminação. Agora, o acesso inadequado a cuidados de saúde, água potável e saneamento aumentou sua vulnerabilidade.

 

As mulheres indígenas, que costumam ser as principais fornecedoras de alimentos para suas famílias, foram particularmente afetadas. Segundo o chefe da ONU, também é preciso “abordar com urgência a situação das crianças, que não têm acesso a oportunidades virtuais de aprendizagem.”

 

Para o secretário-geral, “a realização dos direitos dos povos indígenas significa garantir sua inclusão e participação nas estratégias de resposta e recuperação da Covid-19.”

 

No Brasil

No Brasil, o povo xané, mais conhecido por terena, é uma das maiores populações indígenas. Com mais de 27 mil pessoas, eles estão localizados no estado de Mato Grosso do Sul.

 

Em declarações à ONU News, o representante Marcos Terena disse que era “muito triste” que o novo coronavírus tenha chegado a essas populações.

 

Assista AQUI ao vídeo gravado por Marcos Terena.

 

“A gente viu nossas famílias correndo de um lado para o outro sem saber a quem pedir socorro, sem saber como se tratar. Não se conhece essa doença, ninguém conhece, não existe remédio, e o sistema de proteção do índio simplificou a solução do problema, com as máscaras. É uma doença tão perigosa, que veio para matar, sobretudo os nossos anciãos, uma questão que nos preservamos, porque ali está a nossa ciência, o nosso conhecimento, a nossa ancestralidade, as nossas memórias, e são eles que estão morrendo primeiro.”

 

Mais de 1 mil mortes foram registradas, incluindo vários idosos com profundo conhecimento das tradições ancestrais. Entre eles está a morte no Brasil, esta semana, do cacique Aritana, do povo yawalapiti.

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