Quinta, 13 de agosto de 2020

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Atualizado em 12/07/2020

Ministro da Educação apaga vídeo em que defende castigos físicos a crianças

Material, onde o pastor Milton Ribeiro diz que crianças devem ser ensinadas "com dor", viralizou nas redes sociais na sexta (10)

Ministro da Educação apaga vídeo em que defende castigos físicos a crianças Milton Ribeiro (Foto: Reprodução/Video)

BRASÍLIA - Escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como novo ministro da Educação, Milton Ribeiro apagou um vídeo em que defende castigos físicos a crianças. O material viralizou nas redes sociais na última sexta-feira, logo após o anúncio da indicação do pastor e advogado para a pasta, sem um titular havia três semanas.

 

Segundo o portal UOL, o vídeo intitulado “A Vara da Disciplina”, gravado em um templo presbiteriano em abril de 2016, foi excluído, porém outras cópias do material circulam em outros canais do YouTube e nas redes sociais.

 

Ribeiro, na gravação, afirmou que “essa ideia de que a criança é inocente é relativa” e explicou que “um tapa de um homem ou uma cintada de uma mulher podem ser muito mais fortes que uma criança pode suportar”.

 

“A correção é necessária para a cura”, disse o pastor. “Não vai ser obtido por meios justos e métodos suaves. Talvez uma porcentagem muito pequena de criança, precoce e superdotada, é que vai entender o seu argumento. Deve haver rigor, severidade. E vou dar um passo a mais, talvez algumas mães até fiquem com raiva de mim: deve sentir dor.”

 

O pastor, citando a Bíblia, justificou seu pensamento: “Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-la”. E esclareceu: “Não estou aqui dando uma aula de espancamento infantil, mas a vara da disciplina não pode ser afastada da nossa casa”.

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