Sexta, 10 de julho de 2020

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Atualizado em 24/06/2020

Prefeito de Manaus diz que Hospital de Campanha continuará salvando vidas como escola

Unidade encerrou atividades de combate a Covid-10, oficialmente, nesta terça (23), após mais de 70 dias de funcionamento

Prefeito de Manaus diz que Hospital de Campanha continuará salvando vidas como escola Encerramento das atividades do hospital de campanha municipal (Foto: Marcio James / Semcom)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - A Prefeitura de Manaus encerrou, oficialmente, nesta terça-feira (23/6), as atividades do hospital de campanha municipal, localizado no Lago Azul, na zona Norte, criado para desafogar o sistema estadual de saúde durante a pandemia da Covid-19. Ao todo, foram 71 dias de funcionamento, resultando na recuperação de 611 pacientes, o que representa 81% de êxito no tratamento no espaço. Agora, a estrutura é preparada para voltar a ser um complexo estudantil.

 

“Salvamos vidas no hospital e vamos continuar salvando vidas nessa escola que funcionará como casa do saber e do entendimento. Agradeço aos parceiros que me ajudaram a montar e dirigir esse espaço, que salvou muitas vidas, tanto da capital quanto do interior. É um sentimento de saudade e de dever cumprido”, disse o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, acrescentando que as Unidades Básicas de Saúde também contribuíram para salvar vidas, com protocolos de diagnóstico e tratamento similares ao do hospital de campanha.

 

O hospital foi implantado em apenas quatro dias nas dependências de um Centro Integrado Municipal de Educação (Cime) e foi inaugurado no dia 13 de abril, durante o pico de casos do novo coronavírus em Manaus. De lá para cá, 757 pacientes deram entrada no espaço, registrando 611 altas médicas e 146 óbitos, sendo a unidade hospitalar com menos mortes durante a pandemia.

 

Além dos pacientes da capital, o hospital de campanha também atendeu pessoas oriundas do interior do Estado, como Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Nova Olinda do Norte e Iranduba. Além disso, durante suas atividades, destinou alas exclusivas para pacientes indígenas. Ao todo, 29 de diferentes etnias receberam tratamento no hospital e saíram curados.

 

“O hospital de campanha cumpriu sua missão no momento mais difícil da pandemia. Uma estrutura de excelência montada de forma rápida e que contou com apoio de diversos parceiros, com doações de empresas privadas e de órgãos públicos, mostrando o trabalho em equipe, que garantiu a vida de centenas de pessoas”, disse o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, que visitou o espaço nesta terça-feira, para fazer uma vistoria geral e entregá-lo de volta à Secretaria Municipal de Educação (Semed).

 

Cime

Com o encerramento das atividades, começam agora os trabalhos de readaptação do espaço, que voltará ao projeto inicial de uma escola. O subsecretário de Infraestrutura e Logística da Semed, Darcelo Cavalcante, também esteve no local, juntamente com Malgaldi, acompanhando o início da transição para a unidade que vai receber mais de 1,4 mil alunos da educação infantil e do ensino fundamental.

 

“Inicialmente, vamos tratar a parte de higienização do hospital, que é etapa fundamental para garantirmos a segurança dos nossos profissionais e alunos que ficarão aqui”, destacou o subsecretário, complementando que a readequação inclui o retorno do projeto inicial da escola, alterado para atender as demandas de um hospital.

 

A estrutura do Cime vai contar com quadra poliesportiva com cobertura e vestuários, auditório, biblioteca, refeitório, cozinha, sala dos professores, rampas e elevadores com acessibilidade. Vão estar disponíveis, espaços para leitura e música, garantindo conforto e capacidade de aprendizado.

 

Em alusão ao legado do hospital de campanha, o complexo escolar também ganhará um memorial em homenagem aos profissionais que atuaram no espaço. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, maqueiros, agentes de limpeza, seguranças e profissionais de alimentação serão lembrados pelo heroísmo durante a pandemia.

 

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