Sábado, 11 de julho de 2020

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Atualizado em 31/05/2020

À CNN, prefeito de Manaus diz que reabertura do comércio é precipitada: 'espero que o governador esteja certo'

Arthur Neto disse ainda que vai processar Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional, na Holanda, à ONU e na OEA, pelo descaso com os povos indígenas da Amazônia

À CNN, prefeito de Manaus diz que reabertura do comércio é precipitada: 'espero que o governador esteja certo' Prefeito de Manaus, Arthur Neto, em entrevista à CNN (Reprodução/Internet)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O prefeito de Manaus, Arthur Neto, disse em entrevistas à CNN Brasil e ao Estadão, neste sábado (30/5), que considera a reabertura gradual das atividades econômicas, em Manaus – a partir do dia 1º –, uma atitude precipitada.

 

O prefeito disse que, em reunião com o governador Wilson Lima, explicou sobre sua preocupação com a reabertura do comércio e propôs um prazo maior de isolamento social.

 

“Eu não sou a favor da reabertura. Nós tivemos muita influência do presidente [Bolsonaro] a favor da reabertura e contra a adesão do isolamento social, que para mim, era o maior remédio [...] Nada me diz que a reabertura será organizada ou respeitada pelas mesmas pessoas que desrespeitaram o isolamento social”, afirmou Arthur Neto, à CNN.

 

Ao jornal O Estado de São Paulo, o prefeito disse que torce para que a decisão do governo não leve Manaus a uma nova onda de contaminação.

 

“A reincidência é sempre pior que a doença inicial, mas eu disse ao govenador: se o senhor está determinado a fazer, faça. Eu não sinto que seja clima para reabertura [...] Não é o momento para puxar um desastre maior, mais grave. Esse desastre pode significar a perda de mais vidas, o atraso de libertação de Manaus”, disse Arthur ao Estadão.

 

A partir de amanhã (1º), o Governo começará a reabertura gradual do comércio, dividido em quatro etapas.

 

PROCESSO CONTRA BOLSONARO

O prefeito de Manaus, Arthur Neto também disse, em entrevista à CNN que vai processar o presidente Jair Bolsonaro, no Tribunal Penal Internacional, localizado em Haia, na Holanda, na Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Americanos (OEA), por boicotar o combate ao coronavírus em Manaus e pelo descaso com os povos indígenas da Amazônia, que são vulneráveis a síndromes gripais.

 

Arthur disse ainda que processará o presidente por mandar colocar um outdoor em ruas da capital com ofensas à ele. “Claro que será processado, como será processado pelo o que está acontecendo com os indígenas. Vou a Corte de Haia, na ONU, vou a OEA. Ele vai sentir que quando há desacordo a gente deve manifestar claramente”.

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