Sexta, 05 de junho de 2020

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Atualizado em 22/05/2020

Arthur reage a vídeo ministerial: 'Bolsonaro não tem mais condições de governar'

Prefeito de Manaus diz que Bolsonaro é 'líder' do submundo das milícias e da ditadura

Arthur reage a vídeo ministerial: 'Bolsonaro não tem mais condições de governar' Prefeito de Manaus, Arthur Neto ( Fotos – Márcio James / Semcom)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), reagiu à declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante reunião ministerial, do dia 22 de abril, em que proferiu palavrões e insultos a ele a outros governadores. A divulgação do vídeo foi autorizada hoje (22/5), pelo ministro do STF, Celso de Mello.

 

Bolsonaro se irritou por valar abertas para enterrar corpos da covid-19, em Manaus, e disse que o prefeito promovia, propositalmente, o terror na pandemia.

 

Em Nota, no final da tarde desta sexta, o prefeito de Manaus afirma que Bolsonaro é inculto, deseducado, vulgariza a República e que o presidente não tem mais condições de governador o Brasil. “Os insultos do presidente Bolsonaro, dirigidos a mim [...] representam um verdadeiro ‘strip-tease moral’, feito por quem não tem a mais mínima condição de governar o Brasil”, assinala o prefeito.

 

Ex-senador da República, Arthur avalia que o presidente transformou a reunião ministerial numa conversa de malandros de esquina. “[O presidente] Quebra a liturgia do cargo. Vulgariza a instituição que deveria saber honrar”, registra.

 

O prefeito de Manaus tem denunciado as atrocidades de Bolsonaro à Imprensa internacional e ganhou apoio da ativista ambiental, Greta Thunberg. Esta semana, Arthur afirmou que temia por um genocídio de indígenas na Amazônia.  

 

“O presidente da República, em seu criminoso boicote ao isolamento social, em seu desprezo aos indígenas, em seu apreço a garimpeiros [...] é claramente cúmplice de tantas mortes causadas pelo Covid 19”, diz a Nota.

 

Artur Neto conclui defendendo mais respeito ao povo brasileiro e chamou Bolsonaro de líder das ‘rachadinhas’, milícias e da ditatura. “Daqui a pouco mais de dois anos, o país estará livre de tão diminuta e mesquinha figura”, finaliza o prefeito de Manaus.

Leia a Nota do prefeito de Manaus, na íntegra.  

 

NOTA À IMPRENSA

Os insultos do presidente Bolsonaro, dirigidos a mim e a outros homens públicos, representam um verdadeiro “strip-tease moral” feito por quem não tem a mais mínima condição de governar o Brasil.

 

Transforma a solenidade de uma reunião de Ministério em uma conversa de malandros de esquina. Quebra a liturgia do cargo. Vulgariza a instituição que deveria saber honrar. Exibe despreparo e me põe a questionar todos os presentes: como um ministro pode, sem se desmoralizar, conviver com uma pessoa dessa baixa extração? Que tempos! Que costumes.

 

Nosso povo merece acatamento e não a submissão a uma liderança do submundo das “rachadinhas” e das milícias, do submundo da ditadura e das torturas.

 

O presidente da República, em seu criminoso boicote ao isolamento social, em seu desprezo aos indígenas, em seu apreço a garimpeiros que poluem rios, sonegam impostos e invadem áreas indígenas, é claramente cúmplice de tantas mortes causadas pelo Covid 19. Trata-se de um ser despreparado, inculto e deseducado.

 

Não gosta de mim? Que bom. Sinal de que estou no lado certo da vida. Também não gosto da ditadura que já nos massacrou e que ele gostaria de reviver. Daqui a pouco mais de dois anos, o país estará livre de tão diminuta e mesquinha figura.

 

Arthur Virgílio Neto

Prefeito de Manaus

 

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