Segunda, 23 de novembro de 2020

DeAmazônia

MENU
Atualizado em 30/03/2020

Arthur anuncia corte de R$ 500 milhões para enfrentar crise da Covid-19; salários de servidores são assegurados

"Estamos equilibrados e não atrasaremos salários", garantiu o prefeito de Manaus

Arthur anuncia corte de R$ 500 milhões para enfrentar crise da Covid-19; salários de servidores são assegurados Prefeito Arthur Neto anuncia medidas econômicas e financeiras por conta do coronavírus. (Foto: Marcio James / Semcom)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - A Prefeitura de Manaus vai cortar R$ 500 milhões nas despesas de custeio para enfrentar os efeitos econômicos provocados pela pandemia da Covid-19, o principal deles é a queda da arrecadação, estimada em R$ 350 milhões. "Quero tranquilizar os nossos servidores, os salários dos próximos meses e a primeira parcela do décimo estão garantidos", afirma o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, que enviará o decreto com as mudanças na Lei Orçamentária para a aprovação da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

 

“Estamos equilibrados e não atrasaremos salários", reafirma Arthur. "Precisaria um grande caos no país para desfazer o trabalho fiscal que fizemos nas finanças de Manaus", completa o prefeito, reconhecendo que as medidas preventivas adotadas pelo município para enfrentar os efeitos econômicos da Covid-19 foram fundamentais.

 

"O nosso plano de contingência fará com que aquilo que for arrecadado sirva para pagar regularmente os servidores e pagar o custeio saudável”, explica Virgílio.

 

A folha de pagamento mensal da Prefeitura de Manaus é da ordem de R$ 115 milhões e as verbas são asseguradas pela arrecadação própria (49,4%); recursos do Sistema Único de Saúde-SUS (18,1%)' destinados exclusivamente para pagamento dos servidores da rede municipal de saúde; e recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica – Fundeb (32,5%)' destinados exclusivamente para o pagamento de servidores da rede municipal de Educação.

 

Segundo o prefeito Arthur Neto, a folha de março já está sendo paga e os pagamentos de abril e maio já estão assegurados, assim como a primeira parcela do 13º salário, tradicionalmente paga até o mês de julho. “Esse dinheiro vai direto para economia local, para gerar ou garantir empregos”, avalia.

 

As medidas de redução de gastos, somadas à eficiência em gestão e ao equilíbrio financeiro, fiscal e previdenciário do município, são as melhores armas utilizadas pela Prefeitura de Manaus para garantir segurança econômica durante o período em que perdurar a pandemia do novo coronavírus. “Nós vamos nos manter assim, uma prefeitura equilibrada, com saúde fiscal, uma prefeitura capaz de honrar com seus compromissos”, ressalta Arthur.

 

O corte no custeio será executado por meio de medidas administrativas que já estão em andamento ou ainda serão implementadas para reduzir as despesas de custeio, aquelas que são destinadas a manter o serviço público funcionando como alugueis, fornecimento de energia elétrica, água, material de expediente e de limpeza, alugueis de veículos, combustíveis, entre outros.

 

“Vamos manter um custeio saudável”, afirma o prefeito, que admite que poderá haver novas rodadas de corte, à medida que se mantenham as condições de impacto negativo na economia. “Temos que aprofundar isso, estudar novas ideias, para que façamos uma segunda rodada e descobrir meios para que possamos sair da melhor forma possível dessa crise”, pontua Virgílio.

 

Obras a todo vapor

O prefeito de Manaus garante, ainda, que todas as obras em andamento continuarão sendo executadas e pagas normalmente. “Nossas obras continuarão a todo vapor. Já temos o dinheiro em caixa, reservadinho. É executar, fazer as medições e pagar os fornecedores”, explica Arthur Neto.

 

“Nós tínhamos ideias para 2020 que parecia um conto de fadas, de tão bonito que seria. Mas foi necessário nos ajustar, sobretudo para garantir a saúde da nossa população nesse momento em que a Covid-19 nos ameaça", destaca o prefeito, ao reforçar que as obras programadas, como dois novos complexos viários, não serão afetadas com a crise causada pela pandemia.

Sobe Catracas

ERLON ROCHA, vereador eleito de Santarém

Empresário do ramo naval foi o vereador mais votado, em Santarém (PA), obtendo 4.397 mil votos.

Desce Catracas

ELIANA AMORIM, prefeita de Pauini

Mesmo proibido pela Lei Eleitoral, prefeita inicia demissão em massa de funcionários, em retaliação, após derrota na eleição