Quarta, 05 de agosto de 2020

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Atualizado em 25/03/2020

Bolsonaro ignora alerta da ABIN com 5,5 mil mortos, diz The Intercept

Site publicou relatório sigiloso da Agência Brasileira de Inteligência relatando provável número de mortos em 15 dias, por causa do coronavírus

Bolsonaro ignora alerta da ABIN com 5,5 mil mortos, diz The Intercept The Intercept divulgou reportagem Exclusiva sobre relatório da Abin entregue ao presidente Bolsonaro

DEAMAZÔNIA BRASÍLIA, AM - Um relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), ao qual o site The Intercept Brasil teve acesso, com EXCLUSIVIDADE, traça uma projeção sombria para o avanço do Coronavírus ( Covid-19) no Brasil. O documento sigiloso da Abin foi entregue ao presidente Jair Bolsonaro [ sem partido], informando que o coronavírus poderá matar  5.571 mil pessoas no país, até o dia 06 de abril, isto é, em duas semanas.

 

A reportagem do The Intercept Brasil, publicada nesta quarta-feira (25) à noite, traz ainda documentos com imagens, e um conjunto de informações detalhadas sobre a pandemia no mundo e no Brasil.  A Abin é subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional, comandado pelo general Augusto Heleno, que também testo positivo para a Covid-19. O relatório do Coronavírus entregue a Bolsonaro é diário, mas ele tem feito pouco caso. 

 

De acordo com o site, um dos relatórios da Abin, foi entregue a Bolsonaro, às 22h10, desta segunda-feira (23), em que enfatiza que Coreia do Sul, Irã e China conseguiram mudar a direção da ascensão da pandemia, provavelmente, depois da adoção de medidas de contenção, como a quarentena, por exemplo. Bolsonaro é contra este método. 

 

A China, onde o coronavírus iniciou, conseguiu diminuir a elevação da crise entre 10 a 15 dias, depois de adoção de medidas como isolamento social e fechamento de fronteiras e e de entrada e saída de pessoas em municípios e estados.

 

SISTEMA DE SAÚDE EM COLAPSO

 O relatório da Agência Brasileira de Inteligência traz outros dados importantes, como a afirmação de que caso a curva da epidemia no Brasil seja semelhante à do Irã, Itália e China, em 15 dias mais de 10 mil leitos de UTIs, dos quase 60 mil existentes, seriam ocupados por vítimas da Covid-19. Isso representa 17,4% do total de leitos disponíveis.

 

Entretanto, a taxa de ocupação atual das UTIs brasileiras gira entre 80% e 90%, o que indica que faltarão leitos. Não é a toa que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tem alertado que o sistema de saúde do país poderá, no epicentro da crise, entrar em colapso.  

 

RELATÓRIO MOSTRA GRAVIDADE DA COVID-19

Um segundo cenário do relatório da Abin, menos sombrio, mostra que o número de mortes no Brasil, em 15 dias seria de 2.062 pessoas e que o coronavírus chegaria, por aqui,  numa curva similar à da França e da Alemanha. A Abin anota ainda que o vírus varia bastante de um dia para o outro.

 

“Na análise de 22 de março, por exemplo, a agência projetava 8.621 mortes até 5 de abril caso a covid-19 avançasse por aqui em ritmo semelhante ao que teve na Itália – quase 60% mais do que a previsão feita no dia seguinte”, cita a reportagem.Ou seja, até a Abin sabe que os números são indefinidos, mas todos os dados apontam a gravidade da situação

 

Ainda de acordo com o The Intercept, o relatório da Abin mostrando quantas pessoas podem morrer no Brasil, é feito a partir das informações do Ministério da Saúde e mesmo assim o presidente Bolsonaro faz pouco caso das ameaça iminente. Dados atualizados informam que são 2.563 casos confirmados da doença no Brasil, com 60 mortos.

Sobe Catracas

DOMINGOS CHALUB, presidente do TJAM

Há um mês à frente do Tribunal de Justiça do Amazonas, convocou aprovados no concurso público do órgão de 2019

Desce Catracas

SYLVIO PUGA, reitor da UFAM

UFAM é a terceira instituição de ensino do país e o sétimo órgão federal com mais denúncias de assédio moral, segundo descCGU