Segunda, 10 de agosto de 2020

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Atualizado em 24/03/2020

CARLOS SANTIAGO - E agora, Brasil? 

CARLOS SANTIAGO - E agora, Brasil?  Carlos Santiago

E agora, Brasil?  O que fazer diante de tantos desafios e de tantas decepções políticas, da crescente miséria social, da corrupção sistêmica e de crises econômicas que imperam no País, prejudicando o seu desenvolvimento.

 

Uma década perdida. De 2011 a 2020, um período marcado pelo menor crescimento econômico da história; pelo crescimento da pobreza; pela crescente agressões contra a mulher; pelos escândalos de corrupção; pela manutenção dos altos índices de mortes no trânsito; pelos péssimos governos de Esquerda, de Centro e de Direita; pelo surgimento de frágeis lideranças políticas; pelo colapso dos serviços públicos; pelo aumento do aparelhamento político das instituições do Estado, dentre outros flagelos nacionais.

 

A fundação Getúlio Vargas confirmou que a década de 2011-2020 será economicamente perdida. Um baixo crescimento do Produto Interno Bruto - PIB, com média de menos de 1 ponto percentual por ano, muito inferior a década dos anos 80 que cresceu 1,6%.

 

A extrema pobreza voltou a crescer e soma 13,5 milhões de pessoas.  Assim como o desemprego que atinge 12 milhões de pessoas, o triplo do índice da década anterior. O emprego informal explodiu e já representa 40% do trabalho no País, reflexo da conjuntura econômica.   

 

Os indicares de violências contra mulheres não pararam de crescer. A violência física, sexuais, psicológicas, e outras formas de agressões fazem parte do cotidiano da brasileira. Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2014 a 2018, mais de 1,4 milhão de notificação de violência contra a mulher foi produzida pelo sistema de saúde. Já o Atlas da Violência confirmou que cresceu em 30% o índice de mulheres assassinadas, nos últimos dez anos. 

 

O trânsito é responsável por mortes e lesões gravíssimas. A cada 15 minutos morre uma pessoa vítima de acidente de trânsito. A mobilidade urbana não melhora e cria um campo de guerra nas cidades, reflexo ainda do perfil dos condutores e da qualidade dos serviços públicos oferecidos.

 

O colapso dos serviços estatais está nos péssimos indicadores de educação, de saúde, de transporte públicos e de acesso à Justiça. Serviços caros, muitos tributos e retorno muito aquém da necessidade da população. 

 

A sensação de corrupção só aumentou. O Brasil piorou no ranking internacional de corrupção. Os escândalos de desvios de recursos públicos cresceram e envolveram praticamente todos os partidos políticos e membros de todos os poderes da República, com condenações de parlamentares e de ex-governantes, além do afastamento de uma presidente. 

 

Nessa década, partidários da Esquerda, do Centro e da Direita governaram o País. Experiências do lulismo, do emedebismo ou PMDB e do bolsonarismo aconteceram. Em eleições nacionais, a maioria do eleitorado votou com forte esperança e com confiança, mas também votou com muito ódio e desilusão. 

 

Novos políticos foram eleitos governantes com discurso de negação da política tradicional. Depois de eleitos, a política continuou como antes, deixando eleitores decepcionados. 

 

Ademais, Instituições do Estado como o Ministério Público e o Poder Judiciário foram politizados, causando fragilidade na imagem dos poderes e falta de confiança dos brasileiros. 

 

O momento em que passa o Brasil é de cuidar da saúde de todos (imposto pelo coronavírus) e também de reflexões sobre o País que temos e qual o futuro que desejamos.

 

*O auto é sociólogo, analista político e advogado*

Sobe Catracas

MARCIA PERALES, presidente da FAPEAM

600 projetos de pesquisa e inovação de professores de Manaus e interior do Estado foram aprovados, com aumento de 22% relacionados a 2019

Desce Catracas

JOSUÉ NETO, presidente da ALE/AM

Após repercussão negativa de boicote ao governo, teve que recuar, pedir trégua e destravar pautas