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Atualizado em 28/02/2020

Operação Solimum prende 23 suspeitos de fornecer drogas para organização criminosa no AM

Em sete dias de Operação, foram efetuadas prisões em Manaus, Itacoatiara, Anori, Coari, Jutaí, Santo Antônio do Içá, Tefé e Tonantins

Operação Solimum prende 23 suspeitos de fornecer drogas para organização criminosa no AM Operação Solimum prende 23 suspeitos de fornecer drogas para organização criminosa no Amazonas (FOTOS: Erlon Rodrigues / PC-AM e Divulgação SSP-AM)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - Em sete dias de operação policial, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) desarticulou um grupo criminoso responsável pelo fornecimento de drogas para uma organização criminosa na chamada rota do Solimões. Foram efetuadas 23 prisões, em Manaus e em sete municípios amazonenses, durante a Operação Solimum, desencadeada a partir de investigações da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), e que contou com apoio das Polícias Civil e Militar.



As prisões ocorreram em Manaus, Itacoatiara, Anori, Coari, Jutaí, Santo Antônio do Içá, Tefé e Tonantins. Foram sete dias de operações para cumprimento dos mandados judiciais de prisão, busca e apreensão. Os trabalhos começaram a ser feitos na última quinta-feira (20/02).



Segundo o secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates, as investigações apontaram que esse grupo criminoso atuava ostensivamente no tráfico de drogas nos rios do Amazonas, especialmente no rio Solimões. Além das 23 prisões preventivas, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Foram apreendidas quatro armas de fogo, dois veículos e foi feito o bloqueio judicial de R$ 20 mil em contas bancárias utilizadas pelos integrantes da organização criminosa para movimentação de recursos originários do tráfico de drogas.



“Essa operação atuou diretamente no narcotráfico e foi muito exitosa. Tiramos de circulação pessoas envolvidas no narcotráfico, pessoas essas que traficavam em grande quantidade, então realmente foi bastante exitosa”, afirmou a delegada-geral da Polícia Civil do Amazonas, Emília Ferraz.



As investigações duraram em torno de nove meses e apontaram que os suspeitos que ficavam no interior recebiam a droga que vinha pelos rios e repassavam a outra pessoa que ficava em Manaus e distribuía a droga nas bocas de fumo da capital. Todas as ordens judiciais foram emitidas pela Central de Inquéritos do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas.



Solimum

O nome da operação é uma referência aos nomes dos povos que originalmente habitavam as margens do rio, os"sorimões". O termo é derivado da palavra latina solimum, referência ao veneno utilizado nas pontas de flechas e dardos deste povo.

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