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Atualizado em 27/02/2020

Superintendente do Ibama do Pará deu licenças ilegais para exportação de madeira da Amazônia

The Interpect publicou licenças retroativas assinadas por Magalhães, para atender empresa britânica instalada em Ananindeua

Superintendente do Ibama do Pará deu licenças ilegais para exportação de madeira da Amazônia Superintendente do Ibama do Pará, coronel da PM aposentado, Walter Mendes Magalhães Jr ( foto: Foto: Denis Bonelli/SSP)

DEAMAZÔNIA BELÉM, PA - O superintendente do Ibama do Pará, o coronel da PM da reserva de São Paulo, Walter Mendes Magalhães Jr, assinou licenças ambientais ilegais para liberar a exportação de madeira para os Estados Unidos, Bélgica e Dinamarca. Magalhães beneficiou a empresa britânica Tradelink, com filial em Ananindeua, região Metropolitana de Belém, no Pará.

 

A informação foi publicada pelo site The Intercept Brasil, nesta quarta-feira (26/02).

   

As licenças foram assinadas pelo superintendente do Ibama do Pará, com datas retroativas para a Tradelink exportar madeira da Amazônia ao exterior. Em 2016, a Tradelink foi condenada pela Justiça Federal a  pagar quase R$ 5 milhões, por crime ambiental semelhante.

 

Segundo o site, Magalhães teria agido com a autorização do presidente do Ibama, Eduardo Bim. A denuncia foi feita pela Associação da Cadeia Produtiva Florestal da Amazônia, a Unifloresta.

 

 “O caso ocorreu no início de fevereiro. As cinco remessas de madeira haviam saído do Brasil um mês antes, mas ficaram retidas em seus destinos por falta da autorização de exportação do Ibama”, diz o The Intercept.

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Agentes do Ibama somente foram saber da irregularidade, praticada pelo novo superintendente do Ibama do Pará, após um gerente da filial da empresa encaminhar ofício ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, no dia 03 de fevereiro, ‘reclamando que cinco cargas estavam retidas em portos nos Estados Unidos, Bélgica e Dinamarca’. A empresa pedia autorização de embarque para contêineres.

 

Porém, sem que o gerente da filial soubesse a carga de madeira já havia deixado o Brasil, irregularmente, um mês antes, em 24 de dezembro de 2019.

 

Apesar de não conhecer nada da área ambiental, Walter Magalhães Jr foi nomeado em outubro de 2019 pelo ministro Ricardo Salles. O superintendente do Ibama paranense era coronel chefe da Rota, a unidade mais violenta em São Paulo.

  

Em nota ao The Intercept a Tradelink afirma que o Ibama não exigia a autorização de exportação. Também em resposta o Ibama diz que a emissão das certidões é válida e está fundamentada em auditagem da documentação referente à carga.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA AQUI PM colocado por Salles no Ibama atropela norma para legalizar exportações irregulares de madeira

 

IBAMA FECHADO

O governo Bolsonaro fechou o Ibama, em Parintins. O órgão ficava numa região estratégica, na divisa entre o Amazonas e Pará. A região do Mamuru, que divide os dois Estados, é um corredor de madeira irregular pelo Rio Amazonas até Manaus. Agora, sem fiscalização, aumentou o número de balsas com carregamentos de madeira.

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