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Atualizado em 25/02/2020

Leandrinho Rodrigues, o parintinense que fez o 'Cristo Negro', da Mangueira

“Tinha 20 metros e meu coração foi a mil, quando passou pela torre da Globo”, disse o artista de Parintins

Leandrinho Rodrigues, o parintinense que fez o 'Cristo Negro', da Mangueira Leandrinho Rodrigues e equipe confeccionaram o carro alegórico ' O Calvário', da Mangueira 2020

DEAMAZÔNIA RIO  - O 'Jesus Cristo Negro' que a Estação Primeira de Mangueira levou para a Sapucaí na primeira noite de desfile ( domingo, 23), foi confeccionado pelo artista parintinense Leandrinho Rodrigues. O 'Cristo Negro' media, aproximadamente, 20 metros de altura.

 

O carro alegórico, ‘o Calvário,’ trouxe um jovem negro crucificado, com brinco, tatuagem no pescoço, cabelo descolorido e corpo crivado de balas. A Mangueira, atual campeã do carnaval carioca, levou para o desfile o ‘Jesus Cristo da Gente’, nascido na favela.

 

Leandrinho Rodrigues contou, ao Portal DeAMAZÔNIA, que o momento mais tenso foi à passagem pela torre de transmissão da TV Globo. “Essa peça teve 20 metros de altura. Todos falavam que ela ia bater na Torre de transmissão da Globo. Foram momentos de tesão. Mas passamos graças a Deus. Meu coração estava a mil”, afirmou.  

 

‘O Calvário’ foi levado todo coberto para avenida Presidente Vargas e só foi revelado momentos antes da entrada na passarela do Sambódromo.

 

A polêmica do carro já começou antes mesmo de sua apresentação, por causa do segredo guardado a sete chaves pelo carnavalesco da escola Leandro Vieira, que confiou o trabalho ao artista parintinense. O Calvário foi o carro mais aguardado da Mangueira.

 

 “Muitos falavam que a Mangueira iria trazer a imagem de um ‘Jesus gay’, mas isso nunca foi verdade. Então, por isso que gerou toda essa polêmica”, disse Leandrinho.  Nas laterais do carro alegórico havia ainda homens e mulheres pregados na cruz, com maquiagens realistas de sangue pelo corpo.  

A trajetória de Jesus Cristo da Mangueira fez críticas sociais e políticas mirando, inclusive, o governo Bolsonaro, ao mencionar que “não existe ‘Messias’ de arma na mão”. “Acho que as pessoas entenderam o recado”, afirmou o carnavalesco Leandro Vieira, para O GLOBO.

 

OUTROS MOMENTOS

Dos outros vários momentos de destaque da Mangueira o pastor evangélico Henrique Vieira viveu um 'Cristo mendigo'. Em 1989, a representação de ‘Jesus Mendigo’,  foi proibida na Beija-Flor de Joãozinho Trinta ( já falecido). O samba enredo, que Neguinho cantou, era “Ratos e Urubus, Larguem minha fantasia!”.

 

Na saída do desfile deste domingo, para o Jornal O GLOBO, o pastor disse o seguinte, sobre a apresentação da Mangueira: “Cristo é ofendido quando o povo negro é alvo de preconceito, quando a mulher sofre violência, quando indígena corre de bala, mas hoje, não. No desfile da Mangueira, ele foi celebrado. O Jesus bélico, de arma na mão, não tem nada a ver. Esse Jesus de pé no chão é um grito de liberdade”. A escola levou ainda vários líderes religiosos para o desfile da escola.

VEJA DETALHES DA CONSTRUÇÃO DO CARRO ALEGÓRICO CALVÁRIO.

Leandrinho e equipe

Sobe Catracas

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Desce Catracas

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