DeAmazônia

MENU
Atualizado em 24/02/2020

“Não é terrorismo. Hoje é setor de refrigerantes, amanhã será de duas rodas, de eletrônicos”, afirma Omar

Senador pede grande mobilização e diz que Coca-Cola e Ambev podem sair de Manaus

“Não é terrorismo. Hoje é setor de refrigerantes, amanhã será de duas rodas, de eletrônicos”, afirma Omar senador Omar Aziz, coordenador da bancada amazonense no Congresso

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O coordenador da bancada amazonense no Congresso Nacional, senador Omar Aziz ( PSD) disse que será necessária uma grande mobilização da sociedade amazonense e uma Ação Direta de inconstitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar barrar o decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que impõe fim ao Polo de Concentrados da Zona Franca de Manaus.

 

O senador prevê que o fechamento do Polo de Refrigerantes será uma cadeia para atingir outros setores do PIM. Para Omar, sem os incentivos do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], Coca-Cola e Ambev podem sair de Manaus.

 

“Com essa instabilidade, não há empresário no mundo ou fundo de investimento que venha investir em Manaus, porque a qualquer momento, por meio de um decreto, tudo pode mudar e inviabilizar o negócio. Se acontece isso agora com a indústria de concentrados, amanhã será com a indústria eletroeletrônica, de duas rodas, enfim qualquer outro segmento industrial da ZFM”, afirma o senador, que preside a Comissão de Assunto Econômicos (CAE), uma das mais importantes do Congresso.

 

A declaração de Omar Aziz foi dada em ENTREVISTA ao PORTAL ÚNICO, publicada nesta segunda-feira (24/02). “Com o IPI de 4% não tem como essa indústria permanecer na ZFM e saída de empresas como a Coca-Cola e Ambev de Manaus, como já aconteceu com a Pepsi em 2018, terá consequências extremante negativas para toda economia amazonense”, completa o parlamentar.

 

O coordenador da bancada amazonense disse ainda que não se trata de fazer terrorismo, mas a realidade é que o ministro Paulo Guedes já foi claro, em várias declarações, sobre sua política econômica de acabar com a Zona Franca. “Falam que a gente tá fazendo terrorismo. Não é terrorismo. O próprio ministro Paulo Guedes disse isso muito claramente. Não foi uma, duas ou três vezes”, reiterou.

 

Na entrevista, Omar fala de uma grande frente para acionar o STF, composta pelo governo do Estado, bancada federal, Fieam (Federação das Industrias), Cieam (Centro da Industria) e Prefeitura de Manaus, a fim de que a Constituição ampare a competitividade do Polo Industrial.

 

Questionado, pelo Portal Único, sobre o motivo de o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, defender a alíquota de 8% do IPI o senador disse o seguinte: “Nada contra o superintendente. O cargo dele é subordinado ao ministro Paulo Guedes. Mas eu, como senador da República, tenho que alertar, tenho que me insurgir contra uma medida que é fatal a médio prazo para a ZFM. [...] Não vou me calar, vou lutar com todas minhas forças contra essa medida. Estou defendendo os empregos e os novos investimentos da ZFM”.

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA CONCEDIDA AO PORTAL ÚNICO Zona Franca na UTI, mas ainda tem chances de sobrevivência

Sobe Catracas

NATHÁLIA FARIA, karateca amazonense

Do topo do ranking nacional de karatê, atleta chega à seleção brasileira da categoria de base pela terceira vez

Desce Catracas

ADONEI AGUIAR, prefeito de Curinópolis (PA)

Afastado do cargo por acusação de integrar esquema criminoso, STF negou pedido dele para retornar ao cargo