Quarta, 08 de julho de 2020

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Atualizado em 17/02/2020

LEÃO AZULAY # Tudo é Carnaval

LEÃO AZULAY # Tudo é Carnaval Leão Azulay, publicitário

O carnaval passa ao largo da globalização, das eleições, dos mercados e até do Corona vírus. O carnaval não depende de nem um deles. Se os bolsos esvaziam, a Bolsa é quem fica ameaçada.  Carnaval não baixa nem sobe os juros, nem a inflação. Tudo é alegria. Os saudosistas se queixam, e eu sou um deles, de que o carnaval modernizou-se, perdeu sua autenticidade.

 

Domingo na praça digital, reclamava eu ao meu amigo Jonas Santos, que as bandas não tocam marchinhas, poucas, é verdade. Foram se os Pierrot’s e as Colombinas. Surgiu o biquíni e a pelada, e ano passado, teve até Golden Shawer. Maravilha, isso é o progresso. O mesmo que tirou a ceroula, o tomara-que-caia e colocou o que temos hoje.

 

Mas afinal qual a origem do Carnaval? Uns dizem que foram os romanos, outros os gregos. Os romanos chamavam de "carne" "vale”, carne vá em frente, caia na gandaia. Outros atribuem ao Papa Gregório, o Grande, que chamava o carnaval de "domingo de sublimação da carne". 

 

Ainda dizem também quem foram os espanhóis, que inventaram o carnaval. Mas alguns historiadores dizem que o carnaval nasceu mesmo foi no Brasil. Quando Cabral aqui chegou os índios na praia pintados, de maracás em punho e os portugueses batendo tambor. Virou uma festa... E era abril de 1500. A Globeleza já existia desde 1500.

 

Caminha escreveu na primeira carta a Coroa em Portugal "moças belas, bem gentis, cabelos pretos, e suas vergonhas (vaginas) altas e cerradinhas e limpas que de muito as olhávamos". Enquanto isso nas nossas rádios e nas TVs, na internet, nos iPhones e em tudo que seja canto vários comandos dão instruções ao povo: “Não beba! Se beber, não dirija", e finalmente "Não vá perder seu bloco, use camisinha". Evoe Momo.

*O autor é publicitário*

Sobe Catracas

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Desce Catracas

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