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Atualizado em 14/02/2020

Para Serafim, Bolsonaro humilha governadores ao excluí-los do Conselho da Amazônia

“Isso é uma execração [...] E ainda teve governador que foi lá e fez selfie com ele e agradeceu o presidente. Agradecer o quê?", questionou o deputado

Para Serafim, Bolsonaro humilha governadores ao excluí-los do Conselho da Amazônia Serafim Correa (Fotos: Marcelo Araújo)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) classificou como humilhação e brincadeira de mau gosto a decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro, de criar o Conselho da Amazônia Legal excluindo a participação de governadores da região.

 

“Isso é uma execração. Como é que um presidente da República convida os governadores da Amazônia para a transferência do Conselho da Amazônia, que antes ficava no Ministério do Meio Ambiente e que agora vai ficar na vice-presidência, mas não avisa que no mesmo ato estaria excluindo esses mesmos governadores? Ele fez uma brincadeira de mau gosto”, avaliou Serafim durante discurso na tribuna da ALE-AM (Assembleia Legislativa do Estado ) na manhã desta quarta-feira, 12.

 

O decreto de criação do Conselho foi assinado por Bolsonaro na terça-feira, 11, em evento que reuniu os governadores da Amazônia.

 

“E ainda teve governador que foi lá e fez selfie com ele e agradeceu o presidente. Agradecer o quê? A exclusão? Isso daí é brincadeira, é humilhação, é execração. Eu acho que os governadores têm que ter personalidade, têm que reagir. Eles (governadores) têm um mandato do povo, gostemos ou não dos governadores eles foram eleitos, como nós (deputados) fomos eleitos. O nosso governador esteve presente e talvez ele não saiba que estava prestigiando um evento que o excluía do Conselho da Amazônia”, disse Serafim.

 

A composição anterior do conselho, estipulada em um decreto de 1995, incluía os governadores da Amazônia Legal. No decreto assinado por Bolsonaro, os governadores não integram o conselho. De acordo com o texto do decreto, o conselho será chefiado pelo vice-presidente Hamilton Mourão e por 14 ministros do governo Bolsonaro.

 

“Ao ficarem de fora da composição do Conselho da Amazônia, os governadores saem perdendo porque a pauta não será a dos governadores, a pauta será aquela que o presidente quiser. Ou seja, ele (Bolsonaro) vai impor e vai dizer que é um conselho da região da Amazônia, e não é. É um conselho dele, porque vai ser composto por 14 ministros nomeados por ele e que amanhã se não fizerem o que ele quer serão demitidos”, concluiu o líder do PSB na Casa Legislativa.

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