Sexta, 25 de setembro de 2020

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Atualizado em 08/02/2020

Ex-presidente da Funai critica garimpo em terras indígenas: 'Política de extermínio'

João Pedro diz que decreto vai trazer conflitos, doenças, mortes, drogas e prostituição

Ex-presidente da Funai critica garimpo em terras indígenas: 'Política de extermínio' João Pedro, ex-presidente da Funai, participou de debate sobre mineração, no INPA (Divulgação)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – O ex-presidente da Funai e ex-senador, João Pedro (PT), declarou, nesta sexta-feira (7/2), que a liberação de garimpo em terras indígenas no Brasil é um plano de dizimação contra as etnias brasileiras e que “vai trazer doenças, drogas, bebidas alcóolicas e prostituição”.

 

A afirmação foi feita durante um debate sobre mineração, na sede do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), em Manaus, promovido pela Sociedade Brasileira para a Proteção da Ciência (SBPC).

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), assinou na quarta-feira (5/2), o Projeto de Lei (nº 191/2020) que visa regulamentar a exploração mineral e energética em terras indígenas. O texto foi enviado ao Congresso.

 

O ex-presidente da Fundação Nacional do Índio, em 2015 durante o governo Dilma Rousseff, tem como uma de suas bandeiras históricas a defesa intransigente dos direitos dos povos indígenas.

 

“O projeto de lei 191/ 2020 mandado pelo governo ao Congresso é uma invasão as terras indígenas, terras ancestrais amparadas pela nossa constituição nos seus artigos 231 e 232. Este projeto vai prejudicar ainda mais os povos indígenas, criando uma falsa expectativa. Vai dividi-los, trazer doenças, drogas, bebidas alcóolicas e prostituição. E quem vai ganhar mesmo são os grandes grupos mineradores do mundo: canadenses, chineses e americanos”, criticou João Pedro.

 

O ex-senador, que é pré-candidato a vereador em Manaus, pediu que a sociedade brasileira apoie a luta dos povos indígenas para preservar suas terras sagradas e históricas.

 

“Esta é uma política de extermínio, de terra arrasada, e está longe, muito longe, de uma política de estado, para atender e respeitar os 305 povos originários deste país”, afirmou João Pedro.

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