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Atualizado em 28/01/2020

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO # A culpa é da imprensa?

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO # A culpa é da imprensa? Augusto Bernardo Cecílio

A imprensa isenta e compromissada com a verdade é fonte sustentável da Democracia. O descrédito e a desconstrução do trabalho realizado por ela certamente interessa a alguém. Calar a imprensa livre e atacar a liberdade de expressão é o que se faz em países ditatoriais.

 

Pelo visto os atritos e conflitos ocorridos nas eleições continuam a chegar aos lares brasileiros, mesmo com as famílias mais interessadas em coisas positivas e construtivas, sem a obrigação de serem envenenadas por ideias nada interessantes.

 

É passada a hora da busca de um grande entendimento nacional, com as forças políticas de todas as tendências sentando para conversar, visando o bem comum e interesses elevados da população, e não o de meia dúzia de políticos.

 

Também se lamenta que em cargos majoritários, quem assume continua a apontar o dedo na direção de alguém, na tentativa de encontrar um culpado para péssimas gestões, e isso chega até em alguns Estados e municípios.

 

Em nível federal, eis a forma como a imprensa é tratada: "Ô rapaz, pergunta pra tua mãe o comprovante que ela deu pro teu pai, tá certo?"... Foi assim que o presidente da República Federativa do Brasil, que ocupa o mais alto cargo do País, respondeu ao jornalista que o perguntou sobre os comprovantes de transações que envolviam o ex-assessor Fabrício Queiroz e membros de sua família.

 

Foi no dia 20 de dezembro, ao ser questionado por jornalistas a respeito das investigações sobre crimes de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa. Em vez de responder à pergunta, o presidente tratou da sexualidade do jornalista.

 

Esta tem sido a tática utilizada quando não sabe como responder ou quando percebe que sua resposta vai comprometer o governo. Xingamentos, ataques, insultos, homofobias, restrições e ameaças têm sido a tônica de entrevistas, especialmente contra jornalistas mulheres.

 

O presidente foi o responsável por 121 dos 208 ataques, durante o ano passado, contra veículos de comunicação e jornalistas no Brasil, de acordo com um estudo realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o que representa 58% do total. Segundo a presidente da Fenaj, Maria José Braga, o Brasil registrou em 2019 um aumento de 54% nesse tipo de ataque físico ou moral contra profissionais ou veículos de comunicação, na comparação com 2018, quando foram anotados 135 casos.

 

Recentemente, dia 16 de janeiro de 2020, o presidente da República mandou a repórter Talita Fernandes calar a boca. "Fora, Folha de São Paulo, você não tem moral para perguntar, não", afirmou. "Cala a boca", bradou, abrindo espaço para outros veículos presentes.

 

A jornalista, em nome do jornal, questionava Bolsonaro sobre o que ele iria fazer diante do conflito de interesses em que se meteu o secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten, sócio de uma empresa que presta serviços para veículos de comunicação (FW Comunicação e Marketing) que, por sua vez, os mesmos veículos de comunicação têm contratos de propaganda liberados pela Secom, que Fábio dirige.

 

Não satisfeito, à noite voltou com força máxima. Questionado se ele tinha conhecimento dos contratos assinados pelo seu secretário através da empresa familiar, respondeu: "Você está falando da tua mãe?”.

 

Culpar a imprensa ou, pelo menos, atrela-la ao círculo da culpa é amplamente explorado pelo jornalista econômico e um dos editores do Le Monde de Paris, Yves Mamou, na obra “A Culpa é da Imprensa – Ensaio sobre a fabricação da informação”, afinal, a imprensa é um instrumento democrático essencial para todos os setores da sociedade. Pelo visto, logo o francês será atacado.

 

*O autor é auditor fiscal e professor*

Sobe Catracas

LUIZ PACHECO, presidente da Escola de Samba Aparecida

Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida foi campeã do Carnaval de Manaus 2020

Desce Catracas

JOSÉ LUIZ FELÍCIO FILHO, presidente da MAP/Passaredo

Map Passaredo Linhas Aéreas deixou o trecho Parintins-Manaus-Parintins sem voos durante os três dias do Carnaval