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Atualizado em 24/01/2020

Invasões e desmatamento na terra indígena mais desmatada do Brasil preocupam Ibama e MPF, no Pará

Terra Indígena Ituna-Itatá está localizada nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio e abriga indígenas em isolamento

Invasões e desmatamento na terra indígena mais desmatada do Brasil preocupam Ibama e MPF, no Pará lustração: Mapa do Instituto Socioambiental mostra a localização da Ituna-Itatá

DEAMAZÔNIA ALTAMIRA, PA - Em 2019, a Terra Indígena Ituna-Itatá teve o maior desmatamento do país, correspondendo a 13% do total de devastação apurado pelo Prodes, o sistema de medição do desmatamento oficial do país, de responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Localizada no sudoeste do Pará, nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio, a terra abriga indígenas em isolamento e foi reservada como uma das condicionantes da usina hidrelétrica de Belo Monte.

 

Na primeira quinzena de janeiro, a equipe de fiscalização do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) chegou a ficar retida ao apreender combustível que seria utilizado no desmatamento a nas invasões.



Nessa quarta-feira (22), em Altamira, o coordenador de fiscalização do Ibama Hugo Loss e o procurador da República Adriano Lanna, do Ministério Público Federal (MPF) estiveram juntos em coletiva à imprensa para tratar da pressão de grileiros, garimpeiros e desmatadores que assolam a região da Ituna-Itatá.

 

Loss explicou que entre 2018 e 2019 houve um aumento de 700% no desmatamento na área, com perda de 23% da cobertura florestal apenas no último ano. Só em janeiro de 2020, na recente operação de fiscalização, o Ibama já identificou mil hectares de desmatamento.



Os fiscais localizaram dois postos de combustíveis que ficam na rota de entrada para a área indígena e abastecem os invasores. Na semana passada, eles foram embargados e lacrados, com apreensão de cerca de 5 mil litros de combustível. Alguns moradores da região – conhecida como Vila Mocotó, fora da terra indígena – tentaram impedir a saída da equipe de fiscalização, mas após um dia de tensão, eles conseguiram voltar para Altamira com o material apreendido.



O procurador da República Adriano Lanna, que vem acompanhando o trabalho de fiscalização, diz que a ação das quadrilhas de invasores coloca em risco a vida de indígenas e pode provocar o avanço sobre as terras de outros povos que já sofrem grande pressão por causa dos impactos da usina de Belo Monte, caso das terras Trincheira-Bacajá, dos índios Xikrin, e Koatinemo, dos Assurini. Ambas fazem divisa com a Ituna-Itatá.

 

O MPF é o órgão a que se destinam os autos de infração lavrados pelo Ibama durante as fiscalizações, para identificação dos culpados e posterior responsabilização civil e penal.



Outra preocupação do MPF é que, de acordo com as informações do Ibama, já existe gado nas áreas desmatadas ilegalmente, o que indica que as terras estão sendo invadidas por grileiros para abertura de pastagens. A venda de gado criado em áreas de desmatamento ilegal é proibida e frigoríficos que comprem animais sem atestar a procedência podem ser punidos e até banidos do mercado.

Sobe Catracas

LUIZ PACHECO, presidente da Escola de Samba Aparecida

Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida foi campeã do Carnaval de Manaus 2020

Desce Catracas

VILSON GONÇALVES, prefeito de Aveiro (PA)

Virou alvo da Justiça em processo criminal acusado de recolher ICMS de mercadoria para exportação sem comprovar para Sefa saída do produto