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Atualizado em 20/01/2020

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO # O martírio das águas

AUGUSTO BERNARDO CECÍLIO # O martírio das águas Augusto Bernardo Cecílio

Os últimos acontecimentos nos têm feito refletir sobre a nossa postura diante do desequilíbrio ambiental causado pelo ser humano. A ação predatória e a ambição solicitada pelo modelo de economia vigente, visando o consumismo e o lucro imediato, ocasionam degradações aos recursos naturais muitas vezes de forma irreversível.

 

Esse tipo de ação ficou mais visível nas últimas vazantes ocorridas no Estado do Amazonas, onde o paradoxo entre a abundância e a escassez dos recursos nos remete de imediato, principalmente a nós, educadores, a reflexões e posterior necessidade de ações que minimizem esses acontecimentos.

 

Escolas e entidades realizam uma enorme quantidade de atividades de conscientização da população, mais particularmente da comunidade escolar, e com a participação ativa de inúmeras instituições afins, colocam em prática ações educativas que culminam com o Dia Mundial da Água, no dia 22 de março, objetivando possibilitar que educadores e alunos sejam estimulados a refletir e tomar postura de comprometimento com a situação de degradação ao meio ambiente, principalmente aos recursos hídricos, oportunizando o acesso a informações que possibilitem discussões sobre a necessidade da manutenção da riqueza hídrica da região, além de sensibilizar acerca dos problemas ambientais.

 

Sabemos que as precipitações pluviométricas, catástrofes, decomposição de animais e vegetais, erosão do solo, salinização e ventos poluem naturalmente os cursos de água, porém, o grande problema é a poluição oriunda da atividade humana, cujos despejos dificilmente são recicláveis biologicamente, mesmo com a capacidade de autopurificação, através da neutralização de alguns poluentes, pela luz solar, sedimentação de outros e reciclagem de alguns poucos por atividade de bactérias em suspensão.

 

Os esgotos domésticos contribuem com uma parcela considerável para a poluição ambiental. Prática lamentável é fazer dos igarapés um depósito de lixo ou poluir os rios a partir das embarcações que singram os rios amazônicos.

 

É comum se ver grande quantidade de materiais descartáveis, como garrafas, por exemplo, boiando em rios, ou formando uma verdadeira camada de lixo sobre os igarapés. Dificilmente um bueiro de Manaus escapa do lixo jogado nas ruas. Para completar, os fertilizantes e detergentes contém na maioria de suas fórmulas a presença de fosfatos, que carreados por drenagem pluvial ou de esgotos, provocam a morte de vegetais e animais submersos, em consequência da falta de oxigênio.

 

Casos crônicos de poluição de rios no Brasil trazem sérios problemas econômicos, sanitários e estéticos, afetando diretamente a qualidade da vida urbana, visto que os mananciais são utilizáveis não apenas para o abastecimento industrial e domiciliar, mas também para o uso pastoril, irrigação agrícola, piscicultura, navegação, produção de energia elétrica e hidráulica, além de usos recreativos.

 

Por fim, é urgente a necessidade de se repensar que a água não é um bem infinito e que o homem enquanto cidadão deve assumir uma postura responsável e racional em busca da manutenção da vida na Terra.

 

*O autor é auditor fiscal e professor*

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De Manacapuru (AM), atleta foi convocada pela CBF para disputar pela Seleção Brasileira Sub-20, o Sul-Americano, na Argentina

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