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Atualizado em 26/12/2019

LEÃO AZULAY # Pipoca com bala

LEÃO AZULAY # Pipoca com bala Leão Azulay, publicitário

Em Riga, capital da Letônia, um cidadão de nome Agars Egle, foi morto dentro de um cinema, por estar fazendo muito barulho ao comer pipoca, durante uma sessão do filme Cisne Negro. Um vizinho de poltrona, um advogado de 27 anos, silenciou-o com um tiro de pistola. Estava demorando para acontecer.

 

Desde os anos 90 os donos dos cinemas descobriram que poderiam ganhar mais dinheiro com a venda de pipocas e refrigerantes do que com a exibição de filmes. Concluíram que seria impossível assistir a um filme, sem esse complemento alimentar, até então facultativo. Os novos cinemas já foram feitos como máquinas de torrar pipocas.

 

Os próprios sacos de pipocas já foram desenhados de forma a crescer até adquirirem as dimensões cúbicas de um balde.

 

O desafio era: qual o tamanho ideal de um saco de pipoca para caber no colo de quem assiste a um filme, sem atrapalhar a visão de quem está na poltrona de trás? Hoje, mesmo que o sujeito tenha jantado não se admite passar duas horas olhando para uma tela sem esse movimento mastigatório.

 

Na minha infância, ficávamos três, quatro horas sentados no Cine Saul ou no Cine Oriental assistindo aqueles longos filmes épicos sem mastigar nada. Mas se uma única pessoa estivesse ao nosso lado mastigando qualquer coisa, não nos causava o mínimo de distúrbio. Mas centenas de pessoas triturando grãos de pipoca ao mesmo tempo, provoca um efeito britadeira no cinema, capaz até de sufocar o som do filme.

 

Não é a toa que o volume do som nas salas de cinema hoje, sejam a níveis insuportáveis.  Tudo para fazer frente ao poderoso exército de maxilares em ação. Dia desses fui ao cinema. Sem o balde de pipocas. Era olhado como um extraterrestre dentro do cinema. Que tempos, os nossos.

 

*O autor é publicitário*

Sobe Catracas

LUIZ PACHECO, presidente da Escola de Samba Aparecida

Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida foi campeã do Carnaval de Manaus 2020

Desce Catracas

JOSÉ LUIZ FELÍCIO FILHO, presidente da MAP/Passaredo

Map Passaredo Linhas Aéreas deixou o trecho Parintins-Manaus-Parintins sem voos durante os três dias do Carnaval