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Atualizado em 09/12/2019

Grande em janeiro, Josué Neto chega pequeno em dezembro

O 'inferno astral' do presidente da ALE/AM

Grande em janeiro, Josué Neto chega pequeno em dezembro Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Josué Neto

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O deputado Josué Neto (PSD), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas termina 2019, apequenado, em relação a janeiro, pondo em risco os principais projetos políticos que traçava com aquele horizonte.

 

No começo do ano, com grande habilidade, Josué se elegeu presidente da ALE/AM, pela terceira vez. Ele não teve concorrência e foi aclamado por outros 23 deputados.

 

Neto montou, então, uma força paralela ao governo estadual, com base e condições de independência.

 

Com três mandados de presidente, Josué Neto vislumbrava quatro possibilidades, com grande perspectiva de poder: reeleição à presidência da Casa; conselheiro do TCE-AM; candidato à Prefeitura de Manaus; e/ou assumir o governo do estado, numa eventual cassação do mandato do governador Wilson Lima (PSC).

 

Para chegar à prefeitura, Josué tentou usar a mesma fórmula que chegou à Presidência do Legislativo: queria o apoio de todas as forças políticas do Amazonas.

 

Mas, os tropeços vieram quando tentou agregar uma base para impor resistência ao governo na ALE-AM.

 

Aproveitando a abertura que Wilson dava ao Legislativo [ a ponto de custar a nomear um líder na Casa], o presidente Josué tomou para si o protagonismo de negociações e impôs derrota ao governo na greve dos professores, por exemplo.

 

Depois, veio um conjunto de matérias de ajuste fiscal que Wilson precisava e que o presidente se posicionou contra.

 

O processo eleitoral que pedia a cassação de Wilson, no caso de Nhamundá, era também uma perspectiva de poder de Josué. O processo não andou.

 

Mas, a gota d’água, que tirou Wilson Lima do sério, foi a crítica de Josué, sobre a inauguração do Prosai-Maués. “Josué era governo de dia e à noite conspirava contra”, era o que se ouvia no Palácio do Educandos.

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O distanciamento do governo põe ainda em xeque a vaga para o TCE e compromete um quarto mandato de presidente da ALE-AM.

 

Ainda na construção de sua candidatura a prefeito, Josué Neto articulou um partido e ganhou o PTB, de Roberto Jefferson, contando com o apoio do agora secretário Estadual de Política Fundiária, Ricardo Francisco. Porém, perdeu força por sequer ter obtido alforria de seu PSD, do senador Omar Aziz, e já ter desistido de sua pré-candidatura a prefeito.

 

Sem protagonismo em 2020, o PTB já não tem mais interesse por ele.

 

À procura de uma válvula de escape, o presidente da ALE/AM deu até uma guinada ideológica e agora lançou asas para o presidente da República, apoiando até o plantio de cana de açúcar, seis meses depois de ter feito uma ação ambientalista no estacionamento da Casa de plantio de árvores.

 

Elevando o grau de sua guinada à direita, esta semana, Josué Neto afirmou em discurso na Assembleia que Bolsonaro foi o presidente que mais fez pelo Amazonas, apesar de o capitão não ter cumprido promessas de campanha como a BR 139 e de manter os incentivos da Zona Franca de Manaus.

 

Para piorar o seu 'inferno astral', Josué ainda foi provocar a torcida do Flamengo, na disputa da Libertadores, em que aparece vestindo, em uma postagem com a camisa do 'Rivasco" e foi, fulminantemente, detonado pelos rubro negros nas redes sociais.  

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