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Atualizado em 03/12/2019

Jornalistas do AM realizam ato contra extinção do registro profissional nesta quarta (4)

Presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJP/AM) Dora Tupinambá, gravou vídeo, contra MP, assinada por Bolsonaro; vídeo

Dora Tupinambá, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (SJP/AM), gravou vídeo contar MP de Bolsonaro

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (SJP/AM) realiza nesta quarta-feira (4/12), a partir das 8h, um ato em alusão ao Dia Nacional da Luta e Defesa do Registro Profissional. A ação vai acontecer na sede do Sindicato, na Praça Santos Dumont, no centro de Manaus. 

 

A presidente do SJP/AM, Dora Tupinambá, divulgou um vídeo onde relata “consequências nefastas” sobre a edição da Media Provisória (905/2019), assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, que extingue a obrigatoriedade do registro e “atinge toda a sociedade”. 

 

“Está em jogo o direito de toda a sociedade de ser atendida por um profissional qualificado, registrado e passível de responder por possíveis erros. Sem registro, não há como fiscalizar e, denunciar possíveis irregularidades”, afirmou a presidente do Sindicato dos Jornalistas. 

 

 A Medida Provisória 905/19, que instituiu o chamado Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, no último dia 12 de novembro, acaba com a exigência de registro profissional para jornalistas, publicitários, radialistas, químicos, sociólogos, arquivistas e até guardador e lavador de veículos. A medida atinge, ao todo, 14 profissões. 

 

O governo federal também extingue com o estágio na profissão jornalística.  “Se não há profissional, não há estagiário. Este será substituído por um trabalhador “verde e amarelo”, que vai cumprir jornada de trabalho sem limite, sem direito a FGTS, sem 13º salário e sem férias. Trabalhador sim, mas sem direitos, como na escravidão.”, diz Dora Tupinambá. 

 

VEJA A FALA DA PRESIDENTE DO SINDICATO DOS JORNALISTAS DO AMAZONAS 


Nós profissionais do jornalismo, radialistas, publicitários, sociólogos e demais categorias de trabalhadores, que perderam o direito ao Registro Profissional com a edição da Medida Provisória 905/2019, vimos a público denunciar as consequências nefastas dessa MP para toda sociedade.

 

Você sabe como se define uma profissão? Quem determina o que cabe a um jornalista fazer? Quais são as atribuições de um radialista? E como se sabe o que compete a um publicitário? Por que é importante a profissão de sociólogo? 

 

Cada profissão tem a sua lei, mas, com a edição da MP, pelo Governo Federal, no último dia 11 de novembro, não existe impedimento e, a partir de agora, qualquer pessoa pode exercer essas profissões, sem que tenha conhecimento e formação específica. 
Está em jogo o direito de toda a sociedade de ser atendida por um profissional qualificado, registrado e passível de responder por possíveis erros. Sem registro, não há como fiscalizar e, denunciar possíveis irregularidades. 
O governo federal também acaba com o estágio. Se não há profissional, não há estagiário. Este será substituído por um trabalhador “verde e amarelo”, que vai cumprir jornada de trabalho sem limite, sem direito a FGTS, sem 13º salário e sem férias. Trabalhador sim, mas sem direitos, como na escravidão. 

 

Sacrifica milhares de profissionais e ilude os mais jovens, com a farsa do contrato “verde amarelo”. Sem direitos e que dura apenas dois anos. Nossos jovens se tornarão mão de obra barata, sem perspectivas de futuro. 

 

Quantos sonhos estão sendo destruídos? 


O seu sonho de ter uma profissão.


O sonho de cada pai e cada mãe de ver seu filho formado, para ter uma vida melhor.

 
Com esta Medida Provisória, o governo federal nos rouba o direito de sonhar.


Participe!

Sobe Catracas

RUI MACHADO, artista plástico

Recebeu comenda da Ordem do Mérito Legislativo da Aleam, em reconhecimento por trabalho com coisas da Amazônia

Desce Catracas

RONALDO TABOSA, vereador de Manaus

Pela quarta vez, teve mandato cassado pelo TRE/AM, dessa vez, por infidelidade partidária com o PP