Segunda, 10 de agosto de 2020

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Atualizado em 03/12/2019

Jornalistas do AM realizam ato contra extinção do registro profissional nesta quarta (4)

Presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJP/AM) Dora Tupinambá, gravou vídeo, contra MP, assinada por Bolsonaro; vídeo

Dora Tupinambá, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (SJP/AM), gravou vídeo contar MP de Bolsonaro

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM - O Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (SJP/AM) realiza nesta quarta-feira (4/12), a partir das 8h, um ato em alusão ao Dia Nacional da Luta e Defesa do Registro Profissional. A ação vai acontecer na sede do Sindicato, na Praça Santos Dumont, no centro de Manaus. 

 

A presidente do SJP/AM, Dora Tupinambá, divulgou um vídeo onde relata “consequências nefastas” sobre a edição da Media Provisória (905/2019), assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, que extingue a obrigatoriedade do registro e “atinge toda a sociedade”. 

 

“Está em jogo o direito de toda a sociedade de ser atendida por um profissional qualificado, registrado e passível de responder por possíveis erros. Sem registro, não há como fiscalizar e, denunciar possíveis irregularidades”, afirmou a presidente do Sindicato dos Jornalistas. 

 

 A Medida Provisória 905/19, que instituiu o chamado Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, no último dia 12 de novembro, acaba com a exigência de registro profissional para jornalistas, publicitários, radialistas, químicos, sociólogos, arquivistas e até guardador e lavador de veículos. A medida atinge, ao todo, 14 profissões. 

 

O governo federal também extingue com o estágio na profissão jornalística.  “Se não há profissional, não há estagiário. Este será substituído por um trabalhador “verde e amarelo”, que vai cumprir jornada de trabalho sem limite, sem direito a FGTS, sem 13º salário e sem férias. Trabalhador sim, mas sem direitos, como na escravidão.”, diz Dora Tupinambá. 

 

VEJA A FALA DA PRESIDENTE DO SINDICATO DOS JORNALISTAS DO AMAZONAS 


Nós profissionais do jornalismo, radialistas, publicitários, sociólogos e demais categorias de trabalhadores, que perderam o direito ao Registro Profissional com a edição da Medida Provisória 905/2019, vimos a público denunciar as consequências nefastas dessa MP para toda sociedade.

 

Você sabe como se define uma profissão? Quem determina o que cabe a um jornalista fazer? Quais são as atribuições de um radialista? E como se sabe o que compete a um publicitário? Por que é importante a profissão de sociólogo? 

 

Cada profissão tem a sua lei, mas, com a edição da MP, pelo Governo Federal, no último dia 11 de novembro, não existe impedimento e, a partir de agora, qualquer pessoa pode exercer essas profissões, sem que tenha conhecimento e formação específica. 
Está em jogo o direito de toda a sociedade de ser atendida por um profissional qualificado, registrado e passível de responder por possíveis erros. Sem registro, não há como fiscalizar e, denunciar possíveis irregularidades. 
O governo federal também acaba com o estágio. Se não há profissional, não há estagiário. Este será substituído por um trabalhador “verde e amarelo”, que vai cumprir jornada de trabalho sem limite, sem direito a FGTS, sem 13º salário e sem férias. Trabalhador sim, mas sem direitos, como na escravidão. 

 

Sacrifica milhares de profissionais e ilude os mais jovens, com a farsa do contrato “verde amarelo”. Sem direitos e que dura apenas dois anos. Nossos jovens se tornarão mão de obra barata, sem perspectivas de futuro. 

 

Quantos sonhos estão sendo destruídos? 


O seu sonho de ter uma profissão.


O sonho de cada pai e cada mãe de ver seu filho formado, para ter uma vida melhor.

 
Com esta Medida Provisória, o governo federal nos rouba o direito de sonhar.


Participe!

Sobe Catracas

MARCIA PERALES, presidente da FAPEAM

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Desce Catracas

JOSUÉ NETO, presidente da ALE/AM

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