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Atualizado em 01/12/2019

ROBÉRIO BRAGA #Memória e desmemória

ROBÉRIO BRAGA #Memória e desmemória Robério Braga, presidente da Academia Amazonense de Letras

Em boa hora o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, com a tradição de mais de cem anos de existência e funcionamento, sob a presidência de José Braga - jovem e dinâmico nos seus mais de 80 anos -, organizou e levou em curso nos últimos dias a realização de Seminário sobre “O Apagamento da Memória”, temática do maior interesse para pesquisadores, professores, historiadores e todos aqueles que cuidam de coleções públicas ou privadas.

 

Com abordagens variadas e amplos debates acadêmicos e de ordem prática, os membros do Silogeu e várias personalidades dedicaram várias horas em examinar o papel que os institutos históricos desempenham nessa missão de cuidar da memória, principalmente a histórica e de interesse nacional e amazonense, em especial.  

 

Particularmente importante, o evento também reuniu representantes de outras entidades semelhantes como o Instituto do Pará, o Instituto do Tapajós, o Instituto de Rondônia e o presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, este que conta com 158 anos de existência e em plena atividade.

 

As contribuições dos representantes dos institutos convidados enriqueceram o evento mostrando experiências positivas da atuação desses organismos em face de realidades diferentes da que é experimentada em Manaus, oportunidade em que ficou constatado que os acervos que esses organismos mantém, todos eles, são considerados indispensáveis para a preservação da memória coletiva das sociedades em que se encontram inseridas.

 

Não é à toa que os institutos históricos são reconhecidos como “casas de memória”, não só porque estimulam e promovem eventos que se reportam ao reconhecimento de fatos do passado, nas também porque reúnem, coletam, conservam e divulgam estudos sobre temas de interesse para a memória nacional, voltados, também, para os estados onde se encontram.

 

No caso do Instituto do Amazonas, criado em 1917 por iniciativa de Vivaldo Lima e presidido de forma inaugural por Bernardo Ramos, este fato é patente e do conhecimento de boa parte da sociedade amazonense. O acervo do Museu “Crisantho Jobim”, do Arquivo “Geraldo Pinheiro”, da Biblioteca “Ramayana de Chevalier” e especialmente da coleção de jornais de J. B. Faria e Souza, incontestavelmente, têm sido utilizados como suporte para pesquisas de trabalhos acadêmicos em história, geografia, sociologia, antropologia, etnografia, inclusive dissertações de mestrado e teses de doutorado em várias universidades.

 

Debater, com apoio da Fapeam, temas relativos à memória e sua preservação e as implicações da desmemória, fato inconteste em todas as cidades brasileiras, e com mobilização de outros institutos, pode facilitar a identificação de soluções adequadas para problemas comuns que essas entidades enfrentam, notadamente no campo da manutenção de suas estruturas físicas, conservação de coleções e guarda dos imóveis, para que possam continuar cumprindo o principal papel a que se destinam desde quando foram criadas, quase todas a cerca de cem anos.

 

A iniciativa foi bem concebida reunindo acadêmicos, professores e pesquisadores, mas também operadores de serviços públicos de interesse para o resguardo de acervos que interessam à memória histórica e coletiva como a biblioteca estadual, o arquivo público e a Universidade Federal do Amazonas que, ao lado de membros dos institutos históricos possibilitaram a ampliação dos debates em outros campos de atuação, a demonstrar a responsabilidade comum a toda a sociedade com a preservação da memória e a redução dos vetores de desmemória.

 

Cabe louvores ao Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas e ao presidente da Casa pela iniciativa.    

 

*O autor é presidente da Academia Amazonense de Letras

*Artigo, originalmente, publicado no Jornal A Crítica 

Sobe Catracas

RUI MACHADO, artista plástico

Recebeu comenda da Ordem do Mérito Legislativo da Aleam, em reconhecimento por trabalho com coisas da Amazônia

Desce Catracas

RONALDO TABOSA, vereador de Manaus

Pela quarta vez, teve mandato cassado pelo TRE/AM, dessa vez, por infidelidade partidária com o PP