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Atualizado em 25/11/2019

"Damares e Weintraub ameaçam liberdade de ensino", diz editorial da Folha

Jornal Folha de SP se referiu ao canal criado pelos ministérios da Educação e Direitos Humanos, para que alunos denunciem professores, que "atentarem contra moral e religião

Damares e Weintraub (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Seguindo a linha do jornal Estado de S.Paulo, que cobrou a demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo também condena, em seu editorial, a postura de Weintraub e da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, que, segundo o jornal, "ameaçam liberdade de ensino com corte de verbas a redes públicas". 

 

O jornal se referiu a união das duas pastas, comandadas pelos ministros que, juntas, lançaram, nesta terça-feira (19/11)  um canal para que alunos e pais possam denunciar professores que, durante as aulas, atentem "contra a moral, a religião e a ética da família".

 

A Folha chamou a atitude de “atmosfera policialesca” e classificou Damares e Weintraub como “controversos” e “autoritários”.

 

"Estado é laico, mas... Numa democracia plena e numa nação republicana, não caberiam reticências nem subordinação nesse axioma. O Estado é laico. Ponto. Não para Damares Alves [...] que agora se associa ao não menos controverso titular da pasta da Educação, Abraham Weintraub, para criar uma atmosfera policialesca em todas as salas de aula do país.", diz trecho da opinião da Folha.

 

''O Estado é laico, mas eu sou terrivelmente cristã”, repetiu Damares na quarta-feira (20), ao anunciar com Weintraub mais um passo na cruzada contra a liberdade de cátedra. Ambos negam que a central de denúncias de sua ideação, inspirada no movimento Escola sem Partido, tenha por alvo constranger educadores."

 

"A vocação autoritária de Damares e Weintraub fica mais evidente na proposta de desconsiderar autoridades educacionais de estados e municípios ameaçando-as com cortes de verbas federais caso não intervenham nos colégios denunciados para impor o que, do Planalto, se enxerga como linha justa.", ressaltou a Folha, em seu editorial.

 

"Valores particulares ou religiosos não têm cabimento no ensino público, muito menos para policiá-lo. O Estado é laico. Ponto", finalizou a Folha de São Paulo.

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